O São Paulo sabia que sua missão era difícil. Precisava ganhar do River Plate, fora de casa, e depois do Binacional e torcer por um tropeço dos argentinos na última rodada contra a LDU ou esperar um milagre no saldo de gols. Não chegou nem perto. Nesta quarta-feira, Julian Álvarez marcou duas vezes e decretou ao mesmo tempo, a vitória do River por 2 a 1 e a eliminação do São Paulo da Libertadores.

Para todos efeitos, a eliminação pode ser creditada à derrota por 2 a 1 na primeira rodada para o Binacional. É fato que foi o único time do grupo que precisou escalar os quase 4 mil metros para Juliaca, mas os peruanos levaram 14 a 0 do River Plate no agregado das duas partidas e perderam os dois confrontos para a LDU.

Mesmo com esses três pontos, não seria uma classificação fácil. Com as últimas duas derrotas, provavelmente nem possível, mas o São Paulo poderia encarar a fase de grupos de outra maneira, sem a corda constantemente no pescoço. Da maneira que foi, sabia que qualquer resultado adverso seria fatal. E vieram dois em seguida – com o 4 x 2 para a LDU, semana passada.

O São Paulo não fez um primeiro tempo ruim, mas esbarrou em um empecilho que costuma atrapalhar qualquer um: o River Plate é um time melhor. Está há mais tempo junto, desfruta de um trabalho mais longo e ainda era o mandante, mesmo sem torcida e em Avellaneda. Pareceu mais no controle e, quando trocou golpes com os brasileiros, os seus foram mais pesados.

Logo aos cinco minutos, Montiel passou por Léo e saiu na cara de Tiago Volpi, que conseguiu abafar bem a jogada. No entanto, dez minutos depois, o River Plate construiu uma linda jogada. Tocou a bola com paciência até Nicolás de la Cruz tabelar com Borré, na entrada da área, e encontrar um passe preciso para deixar Julián Álvarez na cara do gol: 1 a 0 para o River Plate. Volpi voltou a trabalhar, pouco depois, em pancada de Nacho Fernández.

O São Paulo tentava. Buscava igualar as ações e trocava passes. Faltou encaixar melhor as jogadas, com algumas tomadas de decisões erradas ou falhas técnicas, para realmente criar perigo para Franco Armani. Acabou conseguindo na bola parada. Reinaldo cobrou escanteio da esquerda, e Diego Costa cabeceou para empatar o duelo.

Mas, quando estava em seu melhor momento até então, Suárez recebeu a bola em profundidade, passou por Diego Costa, meio aos trancos e barrancos, e rolou para Álvarez bater da entrada da área e garantir a vantagem ao River no intervalo.

No segundo tempo, o River cozinhava, e o São Paulo tentava ferver, mas mais uma vez os argentinos foram mais competentes no que quiseram fazer. Tiveram as primeiras oportunidades. Uma mistura de passe e chute de Borré que passou bem perto da trave direita de Volpi e uma batida perigosa de fora da área de Álvarez. O São Paulo também teve seu cruzamento na boca do gol que ninguém alcançou. Reinaldo tabelou e centrou rasteiro. Pablo e Daniel Alves chegaram segundos atrasados.

Aos 39 minutos, o São Paulo ficou próximo de gerar alguma esperança. Brener apareceu na segunda trave para completar o cruzamento da direita à queima-roupa. Armani fez uma grande defesa. O rebote sobrou para Tréllez, com o gol vazio. O desvio, porém, mandou a bola para escanteio.

E deixou o São Paulo jogando por um empate em casa contra o Binacional, na última rodada, para seguir sua campanha continental na Copa Sul-Americana.

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