Um dos grandes ídolos da história do Boca Juniors, Juan Román Riquelme, está agora na direção do clube. Ele se tornou vice-presidente do eleito Jorge Amor Almeal, o que, aliás, fortaleceu muito a candidatura do vencedor. E no posto de diretor, o ídolo falou sobre outro, que ainda joga: Carlos Tevez. Depois do evento do sorteio da Libertadores, o agora dirigente foi duro com o camisa 10 do Boca, mas também deixou claro que quer a permanência dele.

Tevez tem contrato com o Boca Juniors somente até o fim deste mês de dezembro. Ainda não foi acertada uma renovação e este é um assunto bastante discutido entre os xeneizes. “Vamos comer, sentaremos para tomar uns mates… Quero olhá-lo cara a cara para saber o que ele quer. Se ele quer voltar a jogar bola, vamos estar todos muito contentes. Tenho que escutar o que ele quer”, afirmou Riquelme.

“No meu bairro, se joga bola e no dele também. Acredito que faz dois anos ele perdeu a vontade de jogar bola, queremos ver se somos capazes de recuperar Carlitos, que desfrute e nos divertir”, disse ainda o ex-camisa 10 sobre o atual.

Carlitos, aliás, já deixou claro que tem vontade de renovar. “Falei com Roman dois ou três dias antes das eleições. Eu disse a ele qual era meu pensamento e ele me disse qual era o seu. Eu já disse que o meu [contrato] se resolve em cinco minutos”, disse o atacante, de 35 anos. Ele completa 36 em fevereiro.

Além de Riquelme, o presidente do Boca, Jorge Amor Ameal, também comentou sobre o assunto. “Tevez é um ídolo. Não vamos fazer o que fizeram com Román”, disse o dirigente. Tevez voltou da Europa em 2015, depois de ser a estrela da Juventus que chegou à final da Champions League e acabou derrotada pelo Barcelona de Lionel Messi, Luis Suárez e Neymar.

Riquelme tem muitas similaridades com Tevez no sentido de voltar ao Boca depois de vir da Europa em um momento que ainda estava em alta. O jogador surgiu em 1996 na base do Boca, ficou até 2002, quando o Barcelona o contratou. Sem conseguir brilhar por lá, acabou emprestado e depois vendido ao Villarreal, em 2003. Ficou no Submarino Amarelo até 2007,  quando o Boca fez a sua contratação. Depois de seis meses de empréstimo, ele foi contratado por US$ 15 milhões, uma enorme quantia para a época.

Ficou até 2014, quando seu contrato acabou. Ele queria continuar, mas seu contrato não foi renovado e ele jogou por uma temporada no Argentino Juniors, clube pelo qual tinha jogado nas categorias de base, mas nunca como profissional – ele se transferiu ainda na base para o Boca. Depois da temporada 2013/14, o jogador se aposentou. Houve quem achasse que o Boca não tratou bem o ídolo, que deveria se aposentar pelos xeneizes.