Um grupo aberto, sem favorito destacado. O Japão pode parecer frágil, mas a medalha de bronze na última edição dos Jogos indica o contrário. A Colômbia e a Suécia disputam a competição pela primeira vez desde Barcelona, e a Nigéria quer comemorar os 20 anos do ouro em Atlanta com mais um grande desempenho.

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Colômbia

Em sua quinta Olimpíada, a primeira desde Barcelona, a Colômbia tenta passar da fase de grupos pela primeira vez. Tem bons valores no time comandado por Carlos Restrepo, campeão sul-americano sub-20 com essa geração em 2013. No entanto, Yerri Mina e Marlos Moreno são desfalques. O técnico escolheu Pabón e Téo Gutiérrez como veteranos para passar experiência ao ataque, e William Tesillo, à defesa. A vaga no Rio de Janeiro veio por meio do vice-campeonato do sul-americano sub-20 do ano passado e de uma vitória sobre os Estados Unidos, na repescagem.

O placar agregado foi de 3 a 2 para os sul-americanos, e o goleiro Cristian Bonilla não chegou a falhar, mas foi hesitante nos dois gols americanos. Restrepo tentou convocar Ospina, do Arsenal, para ser o goleiro titular, mas o jogador não foi liberado. Terá que confiar em Bonilla.

Japão
Takuma Asano, novo jogador do Arsenal, à direita (Foto: AP)
Takuma Asano, novo jogador do Arsenal, à direita (Foto: AP)

Não seria nada mal para o Japão repetir suas melhores campanhas na história da Olimpíada: as medalhas de bronze em 1968 e na última edição, em Londres. O técnico é Makoto Teguramori, que pegou o Vegalta Sendai na segunda divisão e chegou a ser vice-campeão da J-League, em 2012. Nas escolhas de veteranos, ele preferiu fortalecer a defesa, com o zagueiro Tsukasa Shiotani e o lateral esquerdo Hiroki Fujiharu – o outro é o atacante Shinzo Koroki. Apenas três jogadores atuam fora do país: Yuya Kubo (Young Boys-SUI), Takumi Minamino (Red Bull Salzburg-AUT) e Takuma Asano, 21 anos, que acabou de se transferir do Sanfrecce Hiroshima para o Arsenal.

Seu último jogo foi em julho, contra o Yokohama Marinos, e Asano chorou na despedida. “Estou feliz por ter um desafio no exterior. É o que eu sempre quis”, disse. Em três temporadas no time de Hiroshima, nunca chegou a ser de fato titular na J-League, mas fez um bom papel na última Liga dos Campeões da Ásia, com três gols em quatro partidas. “Takuma é um jovem atacante talentoso e com um grande futuro”, avaliou Arsène Wenger, seu novo técnico.

Nigéria
Obi Mikel. Missão: liderar a Nigéria (Foto: AP)
Obi Mikel. Missão: liderar a Nigéria (Foto: AP)

A Olimpíada do Rio de Janeiro marca os 20 anos da conquista da medalha de ouro pela seleção nigeriana. Em Atlanta, um time com Kanu, Taribo West e Jay-Jay Okocha ganhou do Brasil no gol de ouro e da Argentina marcando no último minuto do segundo tempo. Na tentativa de repetir o feito, a aposta é no comando do técnico Samsom Siasia, que levou a equipe à prata nos Jogos de Pequim. Como jogador, conquistou a Copa Africana de Nações de 1994 e a liga francesa, pelo Nantes, na temporada seguinte.

Foi o substituto do sueco Lars Lagerbäck na seleção principal da Nigéria, depois da Copa do Mundo de 2010, mas ficou pouco tempo no cargo, tendo fracassado na tentativa de classificar o país à CAN. A maioria dos jogadores convocados atua em ligas de segundo ou terceiro patamar da Europa, com exceção do atacante Umar Sadiq, da Roma, e John Obi Mikel, um dos jogadores com mais de 23 anos, capitão do time e meia do Chelsea.

Suécia
A Suécia é a atual campeã europeia sub-20 (Foto: AP)
A Suécia é a atual campeã europeia sub-20 (Foto: AP)

Ibrahimovic foi convocado para a pré-lista! Mas não constou na relação final de jogadores que a Suécia traz para a Olimpíada do Rio de Janeiro, a primeira vez que o país medalhista de ouro em 1948 disputa os Jogos desde a edição de Barcelona. Não há grandes estrelas na equipe. Muitos atuam na própria Suécia ou nas vizinhas Dinamarca e Noruega. O atacante Mikael Ishak, com passagens pelo alemão Colônia e pelo italiano Parma é um dos responsáveis pelos gols.

O time é comandado por Hakan Ericson, o mesmo que conquistou o Europeu sub-21 pela seleção sueca ano passado. Ele leva seis jogadores daquele time ao Rio de Janeiro. Seu pai foi Georg Ericson, três vezes campeão sueco pelo Norrköping, nos anos sessenta, e técnico da seleção principal na década seguinte. Classificou a Suécia a duas Copas do Mundo consecutivas, em 1974 e 1978. No Mundial da Alemanha, conseguiu um empate com o Carrossel Holandês de Cruyff e Rinus Michels na fase de grupos, passou à segunda rodada, que decidiria os finalistas, e terminou em quinto lugar.

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