O pontapé inicial dos Jogos Olímpicos de 2016 ficará por conta do futebol feminino, uma das modalidades mais recentes da Olimpíada. Embora o futebol praticado por homens tenha sido o segundo esporte a entrar oficialmente na competição, em 1908, as mulheres só puderam disputar medalhas olímpicas quase nove décadas depois, em 1996. De lá para cá, cinco edições se passaram e poucas mudanças puderam de fato ser sentidas em relação à competitividade. Isso porque os Estados Unidos detêm a hegemonia do topo do pódio no que diz respeito à prática do futebol feminino. Em cinco participações, as americanas levaram a melhor em quatro oportunidades. Feitos muito significativos, e que tornam a seleção dos Estados Unidos a mais temida entre as equipes femininas.

É justamente essa supremacia que os times da Colômbia, França e Nova Zelândia tentarão abalar na fase de grupos das Olimpíadas do Rio. Por se tratar da chave em que a seleção que mais faturou o ouro olímpico se encontra, o grupo G é, talvez, o mais difícil depois do F, o chamado “grupo da morte” (no qual estão Alemanha, Austrália, Canadá e Zimbábue). Aliás, França, Estados Unidos e Colômbia se enfrentarão na mesma chave pela segunda vez consecutiva. E considerando o favoritismo das americanas, a disputa pela classificação para a fase de mata-mata promete ser acirrada, desta vez, entre as francesas, que estão muito bem posicionadas no ranking de seleções da Fifa, e as colombianas, que agora formam uma equipe promissora, ao contrário de 2012.

GUIA DO FUTEBOL NOS JOGOS OLÍMPICOS RIO 2016

Colômbia

A Colômbia estreou nos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012. Ou seja, esta será a segunda participação nas Olimpíadas. Mais uma vez, o sorteio dos grupos colocou o time sul-americano em uma chave duríssima. A qual é, como dito anteriormente, a mesma de quatro anos atrás. Exceto pela Nova Zelândia, que mesmo sendo atualmente mais fraca, participou mais vezes do que as colombianas da competição, os times eram os mesmos. Na ocasião, as latinas não conseguiram sequer somar um ponto na fase de grupos e deram adeus à Olimpíada muito antes do que previam. Porém, na Copa do Mundo de Futebol Feminino de 2015, as meninas da Colômbia surpreenderam. Bateram a França na fase de grupos e se classificaram como uma das melhores terceiras colocadas para as oitavas de final. A maior parte desse sucesso deve ser atribuída à Lady Andrade, uma atacante cheia de habilidade nos pés e que não terá dó de driblar quem ousar entrar na sua frente nas Olimpíadas deste ano.

Estados Unidos

Os Estados Unidos são, de longe, a seleção favorita não só da chave, como também de toda a disputa pelo ouro olímpico. É difícil competir com as americanas, uma vez que elas estão inseridas em uma cultura de futebol que favorece as mulheres que praticam o esporte. A única equipe que conseguiu quebrar a predominância das Yanks foi a da Noruega, em 2000. Mas também não foi fácil. As norueguesas levaram o ouro depois de vencer por 3 a 2 em um jogo bastante pegado. Além das quatro vezes que ocuparam o topo do pódio (em cinco participações, é válido ressaltar), a seleção feminina dos Estados Unidos venceu a Copa do Mundo da modalidade três vezes: em 1991, 1999 e ano passado. Para esta edição dos jogos, o time não poderá contar com Abby Wambach, a maior artilheira da história da seleção, que se aposentou em 2015. De todas as estrelas que fazem parte da equipe americana, é legal ficar de olho em Carli Lloyd, uma camisa 10 que esbanja talento, e que foi a melhor jogadora da final da última Copa do Mundo.

França

A França ocupa a terceira posição do ranking de seleções femininas da Fifa, ficando atrás apenas dos Estados Unidos e da Alemanha. Assim como a Colômbia, participou apenas de uma edição das Olimpíadas, em 2012. O bom retrospecto das francesas naquela ocasião e na Copa do Mundo de Futebol Feminino de 2015 coloca a seleção como uma das mais fortes dos jogos deste ano. Ano passado, a França só foi eliminada nas quartas de final porque o jogo contra a Alemanha foi para os pênaltis e Nadine Angerer, a goleira alemã, se agigantou em uma das cobranças e colocou sua seleção na semifinal do torneio. O maior patamar que a França alcançou em grandes competições foi na Copa do Mundo de 2011, quando foi à penúltima fase, mas perdeu para os Estados Unidos na semifinal e deixou a Suécia ficar com o terceiro lugar. Um dos destaques da equipe é a atacante Eugenie Le Sommer, uma jogadora polivalente e que tem uma habilidade técnica invejável.

Nova Zelândia

A Nova Zelândia disputará as Olimpíadas pela terceira vez consecutiva, e tenta, nesta edição, aumentar o número de vitórias em seu currículo, sob o comando de Tony Readings, técnico do time desde 2011. Na Copa do Mundo de 2015, as neozelandesas caíram em uma chave complicado (China, Países Baixos e Canadá). Por este motivo, não conseguiram avançar às oitavas de final, somando apenas dois pontos na fase de grupos. Embora boa parte das jogadoras atuem em times renomados da Europa e dos Estados Unidos, é o time mais fraco do grupo G e lutará pela segunda classificação para as quartas de final. O grande nome da equipe da Oceania é Abby Erceg, quem carrega a braçadeira de capitã da seleção. A zagueira é a atleta com o maior número de partidas feitas pela Nova Zelândia e esteve presente em todas as edições que seu país participou da modalidade nos jogos.

Jogos:

03 de agosto – Estados Unidos x Nova Zelândia – Estádio Mineirão, Belo Horizonte – 19:00

03 de agosto – França x Colômbia – Estádio Mineirão, Belo Horizonte – 22:00

06 de agosto – Estados Unidos x França – Estádio Mineirão, Belo Horizonte – 17:00

06 de agosto – Colômbia x Nova Zelândia – Estádio Mineirão, Belo Horizonte – 20:00

09 de agosto – Colômbia x Estados Unidos – Arena Amazônia, Manaus – 18:00

09 de agosto – Nova Zelândia x França – Arena Fonte Nova, Salvador – 19:00

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