O ano está acabando e chegou a hora de falar de 11 personagens que marcaram o futebol em 2015. Escolher os nomes que você verá a seguir foi difícil, porque o futebol viu muita coisa neste ano, mas como é preciso escolher, criamos alguns critérios.

Um deles é: não selecionamos mais de um personagem por clube. Sim, porque se não fica difícil. Por exemplo: como não selecionar o trio MSN, Messi, Suárez e Neymar? Escolhemos, então, o mais relevante para nós, no Brasil. Fizemos o mesmo no Brasil. Renato Augusto e Jadson jogaram muita bola, mas como não falar de Tite? Por isso, só um por time foi selecionado, até para podermos falar de mais assuntos.

Como estamos no Brasil, há mais brasileiros do que qualquer outra nacionalidade, o que é normal. O que acontece no nosso quintal é muito importante para nós e, por isso, não dá para não colocar. Mas o futebol internacional está no nosso DNA e não poderíamos deixar de falar de alguns personagens que tiveram um 2015 bem movimentado. Escolhemos 10 personagens que foram destaques positivos, mas não poderíamos deixar de destacar um acontecimento que foi negativo, para o personagem, mas que possivelmente é muito positivo ao futebol. Por isso, criamos um item de bônus para fechar a lista.

Vamos então aos nomes que marcaram seus nomes em 2015:

Alexis Sánchez (Arsenal/Chile)
Chile's Alexis Sanchez celebrates his goal against Peru during a 2018 Russia World Cup qualifying soccer match in Lima, Peru, Tuesday, Oct. 13, 2015. (AP Photo/Martin Mejia)
Alexis Sánchez comemora: foi um grande ano para ele e para o Chile (AP Photo/Martin Mejia)

Alexis Sánchez custou muito caro ao Arsenal há duas temporadas, mas vem valendo o esforço e em 2015 faz um ano para celebrar. Além da boa campanha pelo Arsenal na temporada que acabou em maio, com o time ficando em terceiro lugar, desta vez é um dos jogadores importantes para o Arsenal estar na briga pelo título nesta temporada, que chega à metade.

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Se no Arsenal as coisas vão muito bem, obrigado, pela seleção chilena o ano foi ainda melhor. Na Copa América, jogando em casa, ele foi o principal destaque do time que foi o campeão. Na final, contra a Argentina de Lionel Messi, ele marcou o gol do título na decisão por pênaltis. E com cavadinha. É o grande jogador de um Chile que já entrou para a história com o título da Copa América. E como se fosse pouco, o time estreou nas Eliminatórias vencendo o Brasil em Santiago. Com gol de Sánchez.
Neymar (Barcelona/Brasil)
Neymar comemora gol pelo Barcelona: uma constante em 2015 (Photo by David Ramos/Getty Images)
Neymar comemora gol pelo Barcelona: uma constante em 2015 (Photo by David Ramos/Getty Images)

O ano para Neymar foi simplesmente o melhor da sua carreira desde que chegou à Europa e, possivelmente, o melhor de toda a sua carreira. E olha que houve momentos difíceis, como a Copa América, quando ele acabou expulso infantilmente contra a Colômbia na campanha ridícula que o Brasil fez. Mas aquela foi uma exceção: o ano de Neymar teve muitos golaços, boas atuações e títulos.

Fez um ano fantástico pelo Barcelona, campeão de tudo pelo clube catalão, indicado à Bola de Ouro 2015. É o primeiro brasileiro indicado ao prêmio desde Kaká, em 2007. Neymar terminou a temporada 2014/15 com 39 gols e 11 assistências, sendo artilheiro da Copa do Rei e da Champions League, junto com Cristiano Ronaldo e Lionel Messi. Detalhe: marcou gols em todos os jogos das quartas de final em diante, o momento que a disputa fica mais acirrada.

Foi um ano que teve golaço, que Neymar se tornou um jogador mais completo, mais artilheiro e que, além de tudo isso, é quem mais cria jogadas pelo Barcelona. Sem falar que ele passou da marca de 250 gols na carreira, algo que ele conseguiu antes de Cristiano Ronaldo e Messi e junto com Zico.

Se sobrava algum crítico do futebol de Neymar em território europeu – porque aqui ele já tinha superado isso há muito tempo -, a temporada passada foi de consagração. Mas veio esta temporada, que começou em agosto, ele continua arrebentando. Até aqui, são 19 jogos, 16 gols e 11 assistências, sendo artilheiro do Campeonato Espanhol até agora. Ainda tem mais um jogo nesta quarta, dia 30, mas ele continua brilhando. Não por acaso ganhou a indicação à Bola de Ouro. Se consagra como um dos melhores do mundo.

Abby Wambach (Estados Unidos)
Abby Wambach comemora o título dos EUA na Copa do Mundo de 2015 (Foto: Getty Images)
Abby Wambach comemora o título dos EUA na Copa do Mundo de 2015 (Foto: Getty Images)

Este espaço seria de Carli Lloyd, se estivéssemos falando da melhor jogadora de futebol feminino em 2015. Mas em um ano que Abby Wambach se aposenta, não é possível destacar outra jogadora dos Estados Unidos. A atacante teve um ano de 2015 para não esquecer. Conseguiu o único título que faltava em sua gloriosa carreira: a Copa do Mundo. Lloyd foi o grande destaque americano, mas Wambach, atacante experiente e matadora, maior artilheira de uma seleção com 184 gols,  foi uma reserva importante. Terminou com a taça.

Aos 35 anos, Wambach deixa um legado importante no futebol feminino. Ela brigou muito por melhor condições para as atletas, encontrou em rota de colisão com a Fifa que quis usar gramados artificiais na Copa do Mundo, em uma batalha que, mesmo perdida, mostrou que as mulheres não se deixarão serem usadas como laboratório dos engravatados que dirigem o futebol, e ainda foi uma ativista de direitos gays – ela é abertamente homossexual e se casou.

Resumir Wambach é difícil. Talvez a melhor expressão para ela seja: que mulher! Obrigado, Wambach. O futebol jamais se esquecerá de você, ainda que você peça isso.

Jamie Vardy (Leicester/Inglaterra)
Jamie Vardy comemora um dos seus muitos gols em 2015 (Photo by Jordan Mansfield/Getty Images)
Jamie Vardy comemora um dos seus muitos gols em 2015 (Photo by Jordan Mansfield/Getty Images)

Quem poderia imaginar que este atacante terminaria o ano tão bem? Ex-operário, este atacante, de 28 anos, saiu do anonimato há poucos anos para se tornar jogador da seleção inglesa e também artilheiro da Premier League no time que lidera o campeonato por boa parte do primeiro turno. Mais: ele quebrou o recorde de rodadas consecutivas marcando gols na Premier League, que pertencia a Ruud van Nistelrooy. Mais ainda: contra o Manchester United, time do ex-atacante holandês.

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Vardy foi contratado pelo Leicester em 2012 por £ 1 milhão, o que foi alvo de críticas. Como pagar tudo isso por um “non-league player”, como eles chamam por lá os jogadores que estão da quinta divisão para baixo (porque as primeiras quatro divisões são comandadas por ligas, a Premier League cuida da primeira e a Football League das três divisões abaixo)?

Ele venceu. Ajudou o Leicester a subir à primeira divisão e, mais do que isso, tornou-se destaque de um time que surpreendente nesta temporada de 2015. Aliás, neste ano, porque se considerarmos só os jogos disputados em 2015, o Leicester seria o quarto colocado na tabela. Nada mal para quem, até a temporada passada, lutava contra o rebaixamento. E isso tem muito a ver com o bom desempenho de Vardy.

Como se tudo isso fosse pouco, ele ainda criou uma escolinha para tentar identificar talentos como ele. Acha pouco? O autor do filme “Goal!” ainda quer fazer um longa metragem baseada na incrível história deste jogador. Fato é que Vardy termina 2015 podendo comemorar muito. Sai deste ano muito diferente do que entrou.

Marta (Rosengard/Brasil)
Marta, uma craque, comemora: ela foi mais uma vez destaque
Marta, uma craque, comemora: ela foi mais uma vez destaque

Se vimos uma capitã e camisa 10 brilhar pelos Estados Unidos, também vimos uma outra camisa 10 e capitã brilhar pelo Brasil. Marta teve mais um grande ano, apesar da decepção na Copa do Mundo, quando o time caiu precocemente nas oitavas de final. Mesmo assim, Marta bateu um recorde durante o Mundial: chegou a 15 gols, tornando-se a maior artilheira da história das Copas.

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 Pelo Rosengard, foi campeã sueca. Aliás, foi o bicampeonato do time. Na Champions League, em março, o time caiu nas quartas de final, em março, para o Wolfsburg. Nesta temporada, 2015/16, o time está muito bem: alcançou as quartas de final novamente. O desafio será gigante: o Frankfurt, atual campeão. Mas isso é só em 2016.

Bateu o recorde de gols pela Seleção Brasileira, passando dos 100 gols, aos 29 anos de idade. Curiosamente, a idade que Pelé atingiu o que foi um marco em sua carreira: o tricampeonato mundial, em 1970. Ela marca o seu nome no futebol feminino.

Marta terminou o ano levantando o Troféu do Torneio Internacional Caixa de Futebol Feminino, depois de goleadas históricas, como o 11 a 0 sobre Trinidad e Tobago e os 6 a 0 contra o México. Um ano inesquecível pra Marta.

Tite (Corinthians/Brasil)
Tite se reinventou e tornou o Corinthians o melhor time do Brasil em 2015 (Photo by Alexandre Loureiro/Getty Images)
Tite se reinventou e tornou o Corinthians o melhor time do Brasil em 2015 (Photo by Alexandre Loureiro/Getty Images)

Depois de uma no sabático, Tite voltou ao Corinthians com a missão de fazer melhor do que ele mesmo fez em 2013 e do que fez Mano Menezes em 2014. O grande trunfo corinthiano, a defesa, era satisfatório, mas o time ainda penava para ser destaque também no ataque. E o treinador conseguiu formar um time que não só passou a ser atraente para se assistir, como a torcida queria, como ainda transformou em um time campeão, em um ano cheio de percalços.

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Depois de começar a Copa Libertadores voando baixo, atropelando o rival São Paulo e passando por cima de todo mundo, o time acabou parando no primeiro mata-mata. Classificou-se em primeiro lugar no seu grupo e tinha um adversário teoricamente simples nas oitavas de final: o Guaraní, do Paraguai. Uma derrota por 2 a 0 em Assunção complicou muito a situação e o time foi eliminado em Itaquera com uma derrota. Os problemas cresceram. Depois da eliminação, as saídas de Emerson Sheik e Paolo Guerrero. Fábio Santos também deixou a equipe.

O Corinthians foi remontado. O time, que tinha dificuldades em marcar gols sem o seu ataque do início do ano, começou a se encaixar melhor. Jadson e Renato Augusto, jogando muita bola, criavam muito. O time de Tite passou a atacar, terminou o Brasileirão como melhor ataque, melhor defesa e, claro, o melhor time. Campeão pela sexta vez. O nome de Tite, mais uma vez, ficou escrito em destaque na história do Corinthians em mais um título. E a torcida pede para que ele fique mais, muito mais anos.

Fernando Prass (Palmeiras/Brasil)
O goleiro do Palmeiras, Fernando Prass, comemora o título da Copa do Brasil (Photo by Friedemann Vogel/Getty Images)
O goleiro do Palmeiras, Fernando Prass, comemora o título da Copa do Brasil (Photo by Friedemann Vogel/Getty Images)

O goleiro já era ídolo da torcida palmeirense por ser uma peça fundamental no time desde que chegou. Foi fundamental tanto no ano ruim do Palmeiras, em 2014 (quando a sua ausência quase selou o rebaixamento), quanto em 2015, quando o time foi campeão da Copa do Brasil tendo o goleiro como protagonista.

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Prass foi o primeiro goleiro contratado que não foi formado na base do clube depois de 20 anos. Claro, muito disso por causa de Marcos, aquele que é um dos maiores ídolos da torcida palmeirense. Veio 2013, 2014 e a vida de Prass estava difícil. O ano de 2014 foi muito sofrido para o palmeirense. O 2015 vinha cheio de esperança, um caminhão de contratações, um time novo. E o time respondeu, em campo, mesmo com os altos e baixos. Veio a final do Paulista, a derrota nos pênaltis para o Santos. O gosto de quase. Ser ídolo é bom, mas ganhar também é. E faltava isso a Prass. A Série B era pouco. Não é um título para ficar na história.

A campanha do Palmeiras na Copa do Brasil teve um caráter épico, muito pela falta de um futebol melhor do próprio Palmeiras. Mesmo assim, o time se superou, foi derrubando os adversários, um a um. Muito, também, por causa de Prass. Na semifinal contra o Fluminense, o goleiro fez defesas cruciais, levou o time para os pênaltis e ajudou a colocar o Palmeiras na final.

Na final, aí que o goleiro foi ainda mais decisivo. No jogo de ida, fez grandes defesas, mostrando a sua importância para um time que atuava muitas vezes mal, aquele dia na Vila Belmiro incluído. E o jogo final teve todos os elementos para ficar gravado na memória do torcedor. O Palmeiras jogou melhor, mereceu ganhar no tempo normal, mas tomou um gol no final que levou o a disputa para os pênaltis. E foi lá que ele brilhou. Defendeu cobrança e, esta sim uma novidade, ele cobrou o último pênalti. Nada mais justo. Taça para o Palmeiras. Prass na história. Como merecia.

Carlos Tevez (Juventus/Boca Juniors/Argentina)
Tevez, em sua apresentação no Boca Juniors, em julho: Carlitos voltou pra casa (Photo by Amilcar Orfali/LatinContent/Getty Images)
Tevez, em sua apresentação no Boca Juniors, em julho: Carlitos voltou pra casa (Photo by Amilcar Orfali/LatinContent/Getty Images)

Comandou a Juventus que foi até a final da Champions League, além, claro, de conquistar o título Italiano. O título europeu não veio, mas a sua consagração em território europeu, como se esperava há anos. Gols, boas atuações, sem polêmicas fora de campo. Tevez foi o grande jogador da Juventus e um dos melhores da Europa, ficando atrás só dos rivais campeões do Barcelona.

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Depois disso, ele ainda protagonizou a transferência mais maluca do mercado do meio do ano ao voltar para o seu amado Boca Juniors. Ele não voltou fazendo caridade, claro, porque o seu salário é altíssimo. Mas mesmo assim, poderia continuar recebendo uma grana alta em grandes times europeus, mas preferiu jogar na Argentina. Uma volta que se transformou em títulos rapidamente.

Mesmo sem repetir o nível de atuação que tinha pela Juventus, Tevez foi importante para o título do Campeonato Argentino e da Copa da Argentina. Termina o ano muito bem, obrigado, indicado aos 23 melhores na Bola de Ouro e consagrado, mais uma vez, no seu time de coração.

José Mourinho (Chelsea/Portugal)
José Mourinho foi campeão inglês pelo Chelsea no mesmo ano que acabou demitido do clube (Photo by Clive Mason/Getty Images)
José Mourinho foi campeão inglês pelo Chelsea no mesmo ano que acabou demitido do clube (Photo by Clive Mason/Getty Images)

Campeão da Premier League, Mourinho parecia se consagrar novamente no clube que ele considera a sua casa, o Chelsea. Só que se o final da temporada passada foi ótima, em maio, a partir de agosto o time degringolou. As glórias da conquista da Premier League, com um time absolutamente eficiente, começaram a ficar pelo caminho com as derrotas, os resultados surpreendentes, o mau futebol.

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Vieram, então, as críticas. Lembrou-se o mau desempenho do time na Champions League, eliminado pelo Chelsea com um empate em casa. O time ficou à beira da zona do rebaixamento na Premier League, os jogadores pareceram deixar de acreditar nele. Mourinho, uma lenda, parecia só ter os torcedores ao seu lado. Pouco a pouco, o Chelsea cedeu à pressão dos resultados e acabou demitindo Mourinho.

Se alguém dissesse, no começo do ano, que Mourinho acabaria demitido, dificilmente daria para acreditar. Mas foi o que aconteceu. E o técnico português termina o ano passando férias com a família no Brasil, no estado de Pernambuco. Férias de um desempregado, que já tem seu nome cantado no Manchester United, que tem Louis van Gaal em crise.

Rogério Ceni (São Paulo/Brasil)
Rogério Ceni se despede do futebol e da torcida do São Paulo, no Morumbi (AP Photo/Andre Penner)
Rogério Ceni se despede do futebol e da torcida do São Paulo, no Morumbi (AP Photo/Andre Penner)

Um dos maiores ídolos do São Paulo, se não o maior, Rogério Ceni anunciou, desde o começo do ano, que se aposentaria em 2015. O ano não foi bom para o goleiro e capitão tricolor, que viu o time ser eliminado do Campeonato Paulista, da Libertadores, da Copa do Brasil e, para não dizer que nada valeu a pena, terminou o ano com o time em quarto lugar no Campeonato Brasileiro, o que valeu a classificação à Copa Libertadores novamente. O mais importante, porém, viria depois.

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A despedida do jogador, no dia 11 de dezembro, foi uma das maiores festas já vistas para um jogador. Uma festa com bandeirões, sinalizadores e muitos, muitos ídolos do São Paulo em campo para uma grande festa. O jogo entre um combinado dos campeões do mundo em 1992 e 1993 contra os campeões do mundo de 2005 foi cheia de grandes momentos. Uma festa para a torcida, que viu ídolos do time, como Raí, Zetti, Cafu, Ronaldão e outros mais recentes como Aloísio Chulapa, Mineiro, Amoroso e Josué.

Rogério Ceni deixa o futebol aos 42 anos e, em seu discurso, ainda no gramado, após uma emocionante contagem regressiva, agradeceu. À torcida, aos companheiros, até aqueles que não estiveram lá, por um motivo ou outro, defendeu Danilo, agora no Corinthians, das vaias da torcida e ainda disse que quer suas cinzas sendo jogadas no estádio do Morumbi.

Joseph Blatter (Presidente da Fifa)
Sepp Blatter, presidente da Fifa, acaba o ano banido do futebol por oito anos (Photo by Philipp Schmidli/Getty Images)
Sepp Blatter, presidente da Fifa, acaba o ano banido do futebol por oito anos (Photo by Philipp Schmidli/Getty Images)

O dirigente mais poderoso do mundo do futebol teve um ano que ele certamente preferia esquecer. Joseph Blatter parecia inalcançável. Decidiu concorrer à reeleição mais uma vez para o cargo que ele ocupa desde 1998. Ele não esperava é que um furacão passaria pela Fifa e não deixaria ninguém imune. Nem mesmo ele. O suíço viu o FBI agir, a procuradora-geral dos Estados Unidos, Loretta Lynch, expor ao mundo um criminoso esquema de lavagem de dinheiro, suborno, propina e fraude. O seu poder ruiu. Assim como o seu cargo.

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Depois daquele 27 de maio, com dirigentes presos no hotel onde estavam hospedados para o Congresso da Fifa, nada mais foi o mesmo na entidade. Dirigentes foram condenados, outros estão indiciados, respondendo ao processo. Alguns foram extraditados aos Estados Unidos, como foi o caso de José Maria Marin, então presidente da CBF. E os dominós foram caindo e chegaram ao presidente da Fifa. Joseph Blatter acabou banido do futebol por oito anos, assim como Michel Platini, presidente da Uefa. E ainda há muita água a passar debaixo da Ponte, segundo o próprio FBI, que realiza as operações.

Nenhum nome simboliza melhor o que convencionamos a chamar de Fifagate. A “Copa do Mundo da Fraude” foi deflagrada na calma voz da procuradora americana, que ainda promete que há muita água para passar embaixo da ponte. E nós estamos aqui, assistindo tudo com pipoca nas mãos, esperando que estas operações continue derrubando os dirigentes corruptos que se esbaldaram usando o futebol.