Foi conturbada a visita do Borussia Mönchengladbach a Istambul, no começo da atual campanha da fase de grupos da Liga Europa. Entre problemas de planejamento, houve também censura a torcedores que portavam faixas com o brasão da cidade, carregando símbolos cristãos. A resposta saiu nesta quinta-feira, no reencontro com o Basaksehir, na Alemanha: um mosaico gigante com o brasão foi erguido nas arquibancadas do Borussia-Park, antes da derrota do time da casa, por 2 a 1, que rendeu a sua eliminação do torneio europeu.

O Basaksehir é um clube de torcida pequena em Istambul, mas conta com o apadrinhamento do autoritário presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan. Localiza-se em um bairro de forte presença islâmica e conservadora, usado como modelo por Erdogan, e ganhou relevância no cenário do futebol nacional graças a patrocínios de empresas ligadas ao governo.

Depois da partida em Istambul, dirigentes do Gladbach emitiram declarações críticas à atuação da polícia e prometeram cobrar a Uefa pela censura ao brasão da sua cidade, e, portanto, não espanta que o próprio clube tenha publicado uma imagem do mosaico, com a mensagem “Somos Borussia!”.

Em campo, porém, as coisas não correram da melhor maneira. O Borussia Mönchengladbach chegou a abrir 1 a 0, com Marcos Thuram, mas levou a virada, graças a um gol de Enzo Crivelli, aos 45 minutos do segundo tempo. A derrota por 2 a 1 significou a eliminação dos alemães, em terceiro lugar, com oito pontos. Passaram a Roma, com nove, e o Basaksehir, na liderança, com 11.

Foi o fim de uma campanha bem oscilante do Gladbach, que começou sendo goleado pelo Wolfsberger, por 4 a 0. Empatou as duas partidas seguintes contra os outros integrantes do grupo, antes de emendar duas vitórias contra austríacos e italianos, que lhe deram chances de classificação. Mas o líder da Bundesliga voltou a vacilar no jogo decisivo.

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