Renovação com Guardiola põe fim a incertezas e abre caminho para o City planejar a longo prazo

A pequena novela sobre a renovação de Pep Guardiola chegou ao fim. Nesta quinta-feira (19), o Manchester City anunciou a extensão do vínculo com o técnico até 2023. Da parte do clube, nunca houve dúvidas da vontade de manter a parceria, mas quanto ao treinador, que viveu ciclos relativamente curtos em suas outras equipes, Barcelona e Bayern de Munique, havia ainda uma preocupação de que ele buscasse novos ares e um novo projeto para se desafiar. Acontece que o desafio de colocar o City no topo da prateleira europeia com um título da Champions League parece ser suficiente para o técnico.

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O acordo é um alívio para os Cityzens, que asseguram um dos melhores treinadores do mundo no clube e agora pode planejar com maior tranquilidade o seu futuro. A situação contratual de Guardiola havia deixado algumas questões pendentes, entre elas o planejamento a médio prazo em termos de contratações, como a busca por Lionel Messi, e, talvez mais importante, a manutenção de nomes do elenco atual.

O principal deles é Kevin De Bruyne. Nos últimos meses, o belga havia chegado a deixar subentendido que uma renovação com os Cityzens dependeria, entre outras coisas, da permanência de Guardiola. Com vínculo até 2023 com o clube, o meio-campista precisaria ser negociado em breve caso desejasse sair e o City quisesse arrecadar uma compensação financeira importante. Vale apontar que, talvez inteirado do andamento das conversas entre Pep e a diretoria, De Bruyne havia acenado de maneira positiva recentemente sobre um possível novo acordo.

Com a permanência de Guardiola, outros jogadores deverão ver seus destinos definidos em breve. Fernandinho tem vínculo se encerrando ao fim da atual temporada e, pela idade avançada (35), pode tomar outro rumo. Sergio Agüero é outro com contrato apenas até 2021, podendo sair para abrir de vez o caminho a Gabriel Jesus. O brasileiro, com vínculo até 2023 e a confiança do treinador, pode ter conseguido um impulso em suas esperanças de se estabelecer cada vez mais na equipe e deixar sua marca a longo prazo.

Em entrevista ao site do Manchester City, Guardiola, embora não tenha falado especificamente da Champions League, afirmou que, após esses quatro anos ainda restam desafios em seu projeto no clube, e a competição continental certamente está no topo da lista. Além disso, o catalão disse que não poderia ter saído de Manchester sem a chance de se despedir na frente do público.

“Não quero sair sem dizer olá e talvez adeus no estádio. Todos os clubes precisam de torcedores, mas, é claro, estou falando especialmente sobre os nossos. Eles devem saber que pensamos muito neles quando jogamos, especialmente em casa. (O estádio) Está muito vazio e triste, mas espero que em breve isso acabe e possamos finalmente estar juntos. Quero deixá-los orgulhosos.”

O Manchester City já é o clube em que Guardiola passou mais tempo como técnico, superando os quatro anos de Barcelona, entre 2008 e 2012. Após um ano sabático, ficou três anos à frente do Bayern de Munique, por fim acertando com os ingleses em 2016. Se completar o novo vínculo, terá passado sete anos no comando dos Cityzens. Ao fim deste longo período, espera deixar um legado indelével que inclua a conquista inédita da Champions League.