A temporada do PSG vai terminar com mais um gosto amargo para o seu torcedor. Na final da Copa da França, contra Rennes, o time de Paris foi protagonista de um épico – só que do adversário. Depois de abrir 2 a 0 no placar diante dos rivais, sofreu o empate e, nos pênaltis, viu o título escapar por entre os dedos: vitória por 6 a 5 do Rennes. É a terceira vez na história que o Rennes chega ao título. A última tinha sido na temporada 1970/71.

Quem assistiu aos primeiros 25 minutos do jogo dificilmente imaginaria o desfecho que o jogo efetivamente teve. Logo a 13 minutos, uma jogada ensaiada resultou em gol. Neymar cobrou escanteio pela direita, para fora da área, onde Daniel Alves, bem posicionado, chutou de primeira, no alto, e marcou um golaço: 1 a 0.

Logo depois de abrir o placar, o PSG chegou novamente com perigo, desta vez com Mbappé, mas o goleiro Tomas Koubek defendeu. Aos 21 minutos, o PSG ampliou o placar. Ángel Di Maria lançou o brasileiro em profundidade e o camisa 10 tocou com uma categoria imensa em uma cavadinha, por cima do goleiro, para marcar 2 a 0. Parecia que seria uma noite de festa para o PSG.

O caldo começou a engrossar ainda no primeiro tempo. M’Baye Niang já tinha acertado a trave do goleiro Alphonse Areola, mas não tinha conseguido marcar. Foi preciso uma ajuda. E a ajuda veio da própria defesa do PSG. Hamari Traoré, lateral direito, cruzou para a área e o zagueiro Presnel Kimpembé desviou para trás, enganou o goleiro Areola: 2 a 1. Poderia ser um alerta.

O jogo ficou bem mais aberto, com o Rennes tentando sair para o jogo e o PSG dando a impressão que marcaria mais um gol a qualquer momento. Mas o que aconteceu foi o contrário. Clément Grenier cobrou escanteio pelo Rennes, Mexer se antecipou e marcou de cabeça o gol de empate: 2 a 2, aos 20 minutos.

Poderia ser outro alerta. Novamente, não foi. O PSG criou mais chances, mas não conseguiu marcar. A pressão foi aumentando e a partida acabou parando na prorrogação. Como não houve gols, apesar das tentativas do PSG, a decisão precisou ser nos pênaltis. Pouco antes, porém, Kylian Mbappé foi expulso, aos 14 minutos do segundo tempo da prorrogação, depois de uma entrada pesada no adversário. A tragédia parecia se desenhar no Stade de France para os parisienses.

Nos pênaltis, o Rennes foi perfeito: seis cobranças, seis gols. O PSG marcou os cinco primeiros com Edinson Cavani, Daniel Alves, Leandro Paredes, Juan Bernat e Neymar. No último, Christopher Nkunku chutou por cima do gol e deu a taça para o Rennes, que comemorou intensamente. Uma taça rara para o time que tem Bem Arfa como artífice, Niang como uma flecha no ataque e Grenier como um articulador muito competente.

Neymar fez uma grande partida, foi decisivo nos dois gols do PSG e criou mais oportunidades, atuando como um centralizador das jogadas e causando perigo ao adversário o tempo todo. Só que o PSG não venceu e a partida excelente do brasileiro não serviu para muita coisa. Em uma temporada que o clube de Paris sonhava em ganhar tudo, terá que se contentar, por assim dizer, com a Ligue 1. Nenhuma Copa foi conquistada – incluindo uma eliminação precoce nas oitavas de final da Champions League.