O Fulham não tem mais objetivos na Premier League. Rebaixado por antecipação, precisa pensar no futuro. E os Cottagers indicam outro planejamento para o retorno à Championship. Se as contratações em baciada não surtiram efeito na elite, o clube de Londres faz sua aposta no futuro. Um futuro de longo prazo: neste sábado, a equipe promoveu a estreia de Harvey Elliott. Aos 16 anos e 30 dias, o garoto se torna o mais jovem a atuar na Premier League – em números registrados a partir da temporada 1992/93.

Elliott nem teve muito tempo para apresentar seu talento. O prodígio saiu do banco de reservas aos 43 do segundo tempo, apenas para sentir o gosto de entrar em campo na elite. O meio-campista nascido em 2003 faz parte da seleção inglesa sub-17 e já tinha estreado pelo Fulham antes, atuando na Copa da Liga em setembro. Além de ser o recordista do clube, reforça a noção sobre a qualidade das categorias de base dos londrinos. Ryan Sessegnon não causou o impacto esperado na primeira divisão, mas, aos 18 anos, é outra pérola em Craven Cottage.

O desafio a Harvey Elliott será escapar da sina vivida pelos adolescentes meteóricos da Premier League. Os outros quatro mais jovens a entrar em campo desde 1992/93 são: Matthew Briggs, Isaiah Brown, Aaron Lennon e Jose Baxter, todos com 16 anos na época de suas estreias. Destes, o único a se firmar em alto nível e a atuar pela seleção principal foi Lennon. Elliott terá que lidar com as expectativas.

A presença do garoto não adiantou ao Fulham. O time perdeu em sua visita ao Estádio Molineux. Melhor ao Wolverhampton, que ainda sonha com a Liga Europa e registrou o importante triunfo por 1 a 0. O gol saiu aos 30 do segundo tempo, em bonito chute de Leander Dendocker. Os Wolves se garantem por mais uma rodada na sétima posição e dificilmente serão ultrapassados, ameaçados apenas pelo Leicester, seis pontos atrás. Se o Watford não conquistar a Copa da Inglaterra, a colocação será suficiente para ir à Liga Europa.