Raúl: “Pelo trabalho atual, certamente o Atlético ganhará a Champions muito em breve”

Símbolo do madridismo, Raúl cresceu como torcedor do Atlético de Madrid e não negou o seu passado ao falar sobre os colchoneros

Raúl González sabe muito bem a dor e a delícia de se torcer para o Atlético de Madrid. Símbolo do madridismo, um dos jogadores mais vitoriosos da história do Real Madrid, o eterno camisa 7 também possui sangue colchonero. Por mais que tenha honrado a camisa merengue como pouquíssimos, o atacante começou a se apaixonar pelo futebol graças ao Atleti.

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Raúl cresceu em uma família rojiblanca fanática. Por influência de seu pai e de seu avô, aos quatro anos já frequentava o Estádio Vicente Calderón. Até que, em 1990, o seu talento o levou ao clube de coração. Por dois anos o adolescente defendeu as categorias de base do Atlético. Foi capitão, campeão e destaque absoluto, com 146 gols em 67 jogos. Participou de programas de televisão e também trabalhou como gandula no Calderón, próximo de seus ídolos. Contudo, em 1992, quando o presidente Jesús Gil fechou as portas da base colchonera, o camisa 7 marchou ao Real Madrid. Embora, meses depois, tenha recebido uma proposta do Atleti, ainda sem se profissionalizar, preferiu manter-se fiel à chance dada no Bernabéu.

Por isso mesmo, quando Raúl fala sobre o Atlético de Madrid, suas palavras não devem soar em nada como oportunistas. Neste domingo, o ídolo foi o principal homenageado pelo Real Madrid, em um amistoso entre as lendas do clube e veteranos do Ajax. Na saída do estádio, comentou a 11ª conquista merengue na Champions. Mas não deixou de falar, também com carinho, do Atlético de Madrid.

“Estou feliz por Zidane, desde que ele decidiu se tornar treinador da base do Real. Ele precisa ser parabenizado, porque o resultado não poderia ser melhor. Estamos todos felizes porque a Champions é o troféu mais importante”, declarou, antes de destacar seu primeiro time. “É de se esperar que o Atlético ganhará a Liga dos Campeões nos próximos anos. Com o trabalho que estão fazendo no momento, certamente o prêmio virá muito em breve”.

Respeito. Nada mais característico de um ídolo. E não é por isso que ele deixará de ser o ‘Raúl Madrid’. Os grandes também se constroem além das quatro linhas.