Os gols de bicicleta são aclamados não apenas pela plasticidade do lance. A dificuldade é outro detalhe que faz toda a diferença. Costuma ser difícil pegar o tempo de bola correto, ganhar altura, fazer a pedalada certeira. Também se torna necessário ter um bocado de coragem para se jogar no alto e aterrissar de costas para o chão. Quando não é executada da maneira correta, a acrobacia pode terminar em vexame. Mas quando se pega na veia, quase nunca o goleiro consegue defender, por toda a imprevisibilidade do chute de difícil leitura. O prêmio merecido que, neste domingo, deveria render ao menos a indicação ao Prêmio Puskás para Bruno Petkovic, atacante do Dinamo Zagreb.

O lance pelo Campeonato Croata possui todos esses pontos que tornam a bicicleta tão virtuosa. Sobretudo, a dificuldade no movimento. O passe veio em profundidade e a altura da bola era considerável. Ainda assim, Petkovic teve tempo perfeito e a coragem para realizar a pedalada. Desferiu um chute indefensável, mas sobretudo uma jogada de beleza ímpar. Uma das acrobacias mais perfeitas dos últimos anos, que ainda valeu a vitória por 1 a 0 no dérbi contra a Lokomotiva Zagreb. O Dinamo lidera o Campeonato Croata com 36 pontos, abrindo oito de vantagem aos vizinhos, que ocupam a segunda colocação.


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