França e Estados Unidos farão o jogo mais esperado da Copa do Mundo até aqui nesta sexta-feira. As duas seleções se enfrentam pelas quartas de final. Segundo as casas de apostas, França e Estados Unidos são as grandes favoritas ao torneio, seguidos pela Alemanha. Por tudo isso, a expectativa é alta e Megan Rapinoe, destaque das americanas, incendiou ainda mais com sua declaração promovendo aquele que, certamente, é o jogo mais esperado da Copa.

“Esse é o jogo que todo mundo circulou”, afirmou Rapinoe. “Isso é incrível para o jogo das mulheres. Você tem duas pesos pesados se encontrando. Eu espero que seja selvagem e louco. Eu espero que os torcedores estejam loucos, há toneladas de mídia em torno disso e é apenas um grande espetáculo”.

“Espero que seja um completo espetáculo, apenas um círculo absoluto de mídia”, disse Rapinoe. “Eu espero que seja enorme e louco, é isso que deveria ser. Este é o melhor jogo. Isso é o que todo mundo queria. Isso é o que todo mundo queria. Eu acho que nós queríamos. Parece que elas estão prontas para isso. Vocês, claro, estão prontos para isso e todos os torcedores. Talvez seja uma divisão bonita entre os torcedores no estádio. Estamos viajando bastante nesta Copa do Mundo”, disse a atacante, que tem sido capitã da seleção americana, já que Carli Lloyd virou reserva do time.

“Então eu espero que seja uma loucura completa. Será totalmente incrível. Isso é o que todo mundo quer, e esses são os grandes jogos que você meio que sonha quando é criança”, disse ainda Rapinoe.

“Será um jogo incrível. Eu tenho certeza que muitas pessoas gostariam que fosse mais para frente no torneio. Provavelmente será louco com muita intensidade, mas é assim que tem que ser, eu verdadeiramente eu acho que esse é o jogo mundial para as mulheres, então que espetáculo”, disse a treinadora das americanas, Jill Ellis.

A ex-goleira Hope Solo, que está trabalhando como comentarista nesta Copa do Mundo, fez alertas em relação ao time dos Estados Unidos depois da vitória contra a Espanha por 2 a 1, com dois gols de pênalti. “Quando você tem tanto poder de ataque, não conseguir um gol com bola rolando é preocupante”, analisou Solo.

“As pessoas não se curvam aos Estados Unidos como costumavam fazer. Elas não entram e colocam todo mundo atrás, como costumavam fazer”, continuou a ex-goleira. “Muitos times provaram que eles venceram os Estados Unidos. Se você quer vencer os Estados Unidos, tem que pressionar a linha defensiva. É lá que elas são verdadeiramente vulneráveis. É o processo de decisão, é a qualidade de passe e eu acho que há nervosismo lá atrás”, afirmou Solo.

A goleira se desentendeu com Jill Ellis depois de ter feito história defendendo a camisa americana. Foi campeã olímpica em 2008 e 2012, além de campeã na Copa do Mundo de 2015. Para Solo, Ellis é uma má líder que não consegue lidar com pressão. Solo, por sua vez, terminou a sua carreira pela seleção americana depois de uma campanha ruim na Olimpíada de 2016, quando ela falhou em um gol contra a Colômbia.

A falha, porém, não foi determinante, mas sim o que veio depois: ela chamou a Suécia, da ex-técnica americana Pia Sundhage, que treinava a seleção sueca, de “um bando de covardes”. Ela se envolveu em polêmicas fora de campo antes mesmo disso, como ter sido presa em 2014 por suposta violência doméstica contra o sobrinho, além de estar como passageira em um carro do time americano dirigido por seu marido foi preso por dirigir embriagado.

Ela foi suspensa na época por 30 dias, mas acabaria a sua carreira na seleção na campanha do time no Rio 2016. Se tornou comentarista e até mesmo tentou ser candidata a presidente da US Soccer – algo que seria histórico, já que nunca houve uma presidente da federação que fosse mulher. Ela perdeu para Carlos Cordeiro a eleição.

Estados Unidos e França se enfrentam nesta sexta-feira, 16h (horário de Brasília). Tem tudo para ser, de fato, um jogo bastante interessante.