Após brilhar no Campeonato Europeu Sub-21 de 2019, Ianis Hagi criou muitas expectativas em sua transferência para o Genk. O filho do lendário Gheorghe Hagi não emplacou no futebol belga, mas esta janela de transferências o recolocou em um lugar maior. O meia de 21 anos reforçará o Rangers, em uma reta final de temporada importantíssima para os Teddy Bears se restabelecerem. O romeno chega inicialmente por empréstimo até junho, com opção de compra – e recebendo elogios do novo chefe, Steven Gerrard.

Revelado pelo Viitorul Constanta, o time onde seu pai é técnico e proprietário, Hagi não teve muito espaço em sua empreitada com a camisa da Fiorentina, entre 2016 e 2018. Retornou à Romênia para retomar o protagonismo com o Viitorul e para brilhar nas seleções de base, antes de se transformar em aposta do Genk por €4 milhões no último verão europeu. Parecia uma boa escolha se juntar ao campeão belga, com tradição na revelação de talentos. Porém, o garoto fez poucas partidas como titular e teve lampejos escassos numa campanha morna da equipe.

Enquanto o Genk perde destaques nesta janela de inverno, com as vendas de Sander Berge e Mbwana Samatta, Hagi não esperou pelo seu espaço. A transferência rumo ao Rangers se sugere como um degrau acima neste momento. Não dá para dizer que o romeno ganhará mais minutos, considerando a boa fase do time de Steven Gerrard. De qualquer maneira, poderá auxiliar os Teddy Bears em suas duas frentes principais. A equipe tenta quebrar seu jejum no Campeonato Escocês, em uma corrida acirrada com o Celtic, e pegará o Braga nos mata-matas da Liga Europa.

Gerrard exaltou bastante Hagi durante a apresentação do reforço: “Estou encantado. Estamos falando de um dos melhores talentos da Europa no nível sub-21. Temos que ser pacientes, já que ele teve só um treino com o time. Ele jogará, mas com o tempo. Estou certo que ele honrará o nome nas costas. Nós o acompanhamos por algum tempo e agarramos a oportunidade assim que pudemos”.

Hagi também declarou sua empolgação com a oportunidade em Ibrox: “Falei com o treinador e com o diretor esportivo, o estilo de jogo da equipe me fez querer vir para cá. Eu me apaixonei com a forma que pensam o futebol aqui. Estar nesse grande clube e ter essa mentalidade vencedora me fez tomar a decisão, estou muito feliz. Sou o cara que cria as coisas em campo, é meu trabalho ao lado dos gols e das assistências. Estou ansioso para encontrar essa torcida”.

Além do mais, Hagi falou sobre a inevitável comparação: “As pessoas podem dizer como me pareço com meu pai, mas uma qualidade que herdei dele foi a ambição. Sou um rapaz ambicioso que tenta sempre lutar, trabalhar todos os dias e melhorar”. A sombra de Gheorghe é inescapável. No entanto, Gerrard poderá ajudar o meia a construir sua própria história no futebol. Visar títulos é uma ótima maneira de começar.