A África do Sul é um país com diversos problemas sociais. O ápice desses problemas pode-se ver na maior favela da África, que é a região de Soweto. E foi em Soweto onde, no dia 12 de Abril de 1969, nasceu Lucas Valeriu Radebe, mais conhecido como Lucas Radebe.

Lucas, que tinha mais dez irmãos viveu, em Soweto até os 15 anos, quando os pais o enviaram para Bophuthatswana, uma região distante de Soweto, com receio da violência, que atormentava – e ainda atormenta – toda a região.

Lá, Radebe virou goleiro, até que viu que seu caminho não era bem esse. Foi se tornar meia, e jogou pelo time do ICL Birds, em Johanesburgo. Era um time amador, mas ele mostrou muita qualidade a ponto de ser chamado por um dos principais times do país, o Kaiser Chiefs. Lá passou de meia pra zagueiro, por conta, principalmente, de seu poder de marcação. Radebe não dava espaços, mesmo tendo “apenas” 1,80m (“nanico”, para o padrão dos zagueiros atuais).

Do início de carreira…

No Kaiser Chiefs, jogou durante quatro anos, fazendo 114 partidas e cinco gols. Até que, em 1994, um olheiro do Leeds United aproveitou o fato do futebol sul-africano voltar a aparecer no cenário mundial, e decidiu procurar talentos. Viu em Radebe um zagueiro com bastante segurança, e o recomendou para os Whites.

Nem o próprio Kaiser Chiefs acreditava muito no sucesso de Radebe no Leeds, tanto que o vendeu por uma quantia irrisória para os padrões ingleses.

…ao ápice…

Radebe, que já era jogador da seleção sul-africana, foi evoluindo no meio de um elenco com bastante qualidade. Tanto que em 1996, foi campeão da Copa das Nações Africanas, pelos “Bafana Bafana”. Dois anos depois, em 1998, a dupla consagração: a braçadeira de capitão do Leeds e a primeira participação em uma Copa do Mundo, na França.

Ele se tornou referência de como ser um jogador aguerrido. E o Leeds foi crescendo, crescendo… até que chegou a brigar por títulos europeus. Mas Radebe não estava jogando. Justamente na época de maior sucesso, ele sofreu duas contusões: uma no joelho e a outra no tornozelo. Ficou quase dois anos parado.

…e a queda

Ele ainda conseguiu jogar na base do sacrifício a sua segunda Copa do Mundo, em 2002, na Coréia e no Japão. Mas já não era mais o mesmo.

O “Chefe” Lucas Radebe soube o momento certo de parar, e saiu na temporada 2004/05. Deixou Elland Roar com saudades e viu o início da queda do time, com a saída do sul-africano.

Atualmente, Radebe atua em causas sociais que o liguem a região onde nasceu, Soweto e está sendo representante da organização da candidatura inglesa para a Copa de 2018.


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