Recentemente vítima de mais um episódio de racismo, Mario Balotelli enfim viu alguma justiça ser feita. Um dos racistas que insultaram o atacante no jogo do Brescia contra o Verona, fora de casa, em 3 de novembro, foi identificado e, na quinta-feira (9), condenado a cinco anos sem poder frequentar estádios na Itália e na União Europeia como um todo.

Graças às câmeras de segurança do Estádio Marcantonio Bentegodi, a polícia de Verona foi capaz de identificar um homem de 38 anos, morador de Agrigento, comuna no sul da Itália. Segundo a imprensa local, ele não parece fazer parte de nenhum grupo ou torcida organizada do Verona.

O jogo em que o incidente aconteceu foi realizado em 3 de novembro, e o Verona venceu o Brescia por 2 a 1. Alvo contínuo de insultos racistas, Balotelli se revoltou com os gritos e chutou a bola em direção à arquibancada, por volta dos 10 minutos do segundo tempo.

Inicialmente, o árbitro da partida, Maurizio Mariani, pareceu não ter entendido o que acontecia e chegou a dar cartão amarelo para o atacante por causa do chute à arquibancada, mas depois a decisão foi revertida, e o jogo, paralisado momentaneamente para que o protocolo de avisos no sistema de som do estádio fosse seguido.

Balotelli tentou abandonar a partida na ocasião, mesmo sem o apoio de seus companheiros, que acabaram o convencendo a permanecer em campo. No fim do jogo, deixou o seu gol.

Aquele foi um final de semana particularmente ruim para a Serie A, com o jogo entre Roma e Napoli, na mesma rodada, sendo também paralisado por gritos discriminatórios da torcida giallorossa contra os oponentes sulistas.

A imprensa italiana não noticia qualquer processo criminal contra o torcedor condenado a cinco anos sem frequentar os estádios, mas mesmo esta simples punição já é um começo para uma liga que vive um momento de racismo desenfreado como a italiana.