A Major League Soccer é uma liga para a qual vão estrelas decadentes e prestes a se aposentar. É uma opinião comum, mas David Villa, o melhor jogador da temporada da liga americana, discorda frontalmente disso e afirmou que, quando estiver pensando em parar de jogar futebol, volta para a Espanha para ficar perto da sua família.

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“Futebol é futebol em qualquer país. Aqui, é muito bom. É apaixonado, competitivo, físico. Há muita paixão em jogar na MLS”, disse, em entrevista ao site Uproxx. “As pessoas às vezes têm opiniões que são desagradáveis. Se as pessoas viessem aqui por um mês e vissem três ou quatro jogos, seria impossível ter essa opinião. As pessoas que têm essa opinião nunca viram um jogo da MLS. Isso não é importante para quem quer construir esta liga porque essa opinião não é verdade”.

David Villa foi o primeiro jogador contratado pelo New York City, uma das mais jovens franquias da MLS ao lado do Orlando City. Ele é capitão do time e responsável pelos gols. Já foram 41 em 65 partidas pela equipe. Na última edição da MLS, 23 tentos em 33 partidas, marca que lhe valeu o prêmio de MVP – jogador mais valioso. “Há muita pressão, não? Aqui mais do que nunca porque eu fui o primeiro jogador, o capitão. Ao mesmo tempo, estou muito orgulhoso que o New York City me escolheu como seu primeiro jogador”, disse o ex-atacante, que já disputou Champions League e Copa do Mundo.

Por falar nisso, Villa, com 97 partidas pela seleção espanhola, não acharia ruim chegar à marca centenária. “Joguei 97, e o objetivo é jogar 98 ou 100, não? Estou pronto se o técnico decidir me chamar para o próximo jogo”, afirmou.

E aposentadoria? Isso ainda não está no horizonte do atacante de 35 anos, que tem mais um ano de contrato em Nova York. “Nunca pensei nisso (quando vim para cá). Se eu quisesse me aposentar, eu iria para casa e me aposentadoria, seguiria a vida com minha família. Eu vim aqui para ser competitivo, para ser forte, para fazer história, e quando eu decidir que é o momento de me aposentar, eu vou para casa porque eu fiz tudo na minha vida e na minha carreira. Vou continuar: meu corpo está em forma, minha mente está em forma, vou continuar fazendo história. Mas jogando quase da mesma maneira do que quando eu tinha 15 anos: 100%, competitivo. Este é meu trabalho”, finalizou.