A Alemanha virou sinônimo de futebol grandioso. O país que teve uma de suas piores gerações na virada do século se reorganizou, revelou talentos para todo lado, estruturou uma liga que serve de modelo no mundo, meteu 7 a 1 no Brasil numa semifinal de Copa no Mineirão e conquistou o tetra em cima da Argentina de Messi. Curiosamente, é a primeira vez que os alemães estão no topo desde a reunificação do país, oficalizada em outubro de 1990.

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Só essa constatação já mostra como juntar Alemanha Ocidental e Oriental não foi uma coisa tão simples assim. Um processo que começou há 25 anos, com derrubada do Muro de Berlim em 9 de novembro de 1989. Desde então, a história futebolística de um país praticamente sumiu, e toda essa região até hoje tenta se estabelecer no cenário esportivo.

Por isso, os 25 anos da queda do “Muro da Vergonha” são o tema desta semana da Trivela. Confira:

Segunda: Os 25 momentos mais gloriosos do futebol alemão-oriental

Grandes jogadores, grandes partidas, grandes conquistas (sim, houve algumas). Uma galeria que mostra que esporte na Alemanha Oriental era mais do que ganhar montanhas de medalhas na natação.

Terça: Como o governo da Alemanha Oriental usava seu poder para manipular o futebol

Clubes se reforçavam e venciam de acordo com as orientações do Partido Comunista, até mudança de casa era uma prática recorrente. Tudo para o futebol atender aos interesses do Estado.

Quarta: O Union Berlin e o futebol como meio de resistência ao governo

Em um universo em que órgãos governamentais mantinham clubes de futebol, a população foi procurar o time independente. Assim cresceu o Union Berlin, sem apoio estatal, sem muitos títulos, mas muita torcida.

Quinta: Como a construção do muro sabotou o Hertha e o futebol de Berlim Ocidental

O Hertha tinha todas as condições para ser uma das potências do futebol alemão, mas a divisão da cidade o ilhou geograficamente, o separou de parte de sua torcida e impediu que Berlim Ocidental competisse com Munique, Hamburgo e o Vale do Rio Ruhr.

Sexta: O futebol alemão-oriental pós-muro

Os 25 anos da queda do muro (e os 24 da reunificação alemã) não foram suficientes para acabar com a desigualdade no futebol alemão, com o lado oriental de clubes capengas e sem destaque. E quem se aproveita disso é o Borussia Dortmund.