A rivalidade é recente, mas intensa. O time de Nova York contra o de Nova Jersey. E os Red Bulls ratificaram sua superioridade sobre o City, no dérbi deste final de semana. Em casa, venceram por 4 a 1 e conseguiram a quinta vitória nos seis clássicos que foram disputados desde a entrada do time de Pirlo, Lampard e Villa na Major League Soccer. E golearam pela segunda vez.

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A primeira sapatada saiu no clássico de maio da atual temporada, no Yankee Stadium, casa do City. Os Red Bulls aplicaram inapeláveis 7 a 0 sobre o grande rival. No total do confronto, marcaram 18 vezes contra apenas cinco do adversário, que ganhou um único jogo, por 2 a 0, em 3 de julho.

“A rivalidade tem crescido, mas esteve presente desde o primeiro dia”, afirmou o técnico do Red Bulls, Jesse Marsch. “Acho que, dos torcedores aos organizadores e aos jogadores, têm havido muita energia e muito orgulho nos dois lados. Estamos começando a construir a história e você começa a ver o ódio, que vai acrescentar para os próximos jogos. É isso que constrói as rivalidades. Isso que constrói os dérbis”.

E ninguém sabe disso melhor que o atacante Bradley Wright-Philips. Ele adora o clássico contra o New York City. Esteve em campo nos seis jogos e marcou oito vezes. Fez dois gols na primeira edição do dérbi, no 7 a 0, em maio, e também neste domingo. “Eu cresci assistindo a clássicos e eu fico nervoso antes deles”, disse. “É um sentimento diferente. Eu disse, na primeira vez que jogamos contra eles, que queria marcar o primeiro gol deste jogo (e conseguiu). Significa muito mais para mim estar ali. Quero fazer gols e ser lembrado no dérbi”.

A defesa do New York City deu uma grande contribuição para ele brilhar neste domingo. Foi desmontada com um passe de Kljestan, que deixou Wright-Philips livre para tocar na saída do goleiro. Kljestan, quatro minutos depois, cobrou o escanteio que Zubar completou de cabeça, e no final do primeiro tempo, converteu o pênalti que fez o Red Bulls abrir 3 a 0. McNamara descontou com um belo chute de fora da área, no ângulo.

McNamara tentou de novo, na etapa final, mas desta vez acertou o travessão. A defesa do City voltou a vacilar: hesitou em afastar uma bola que pingou no círculo central, e Wright-Philips avançou em velocidade. Ganhou do marcador na corrida, deixou o goleiro do City no chão e completou a goleada. Lampard, com cinco gols nas última seis partidas, não conseguiu manter a boa fase.

E o técnico do time, Patrick Vieira, ficou irritado com o apito. Acusou o seu correspondente, Jesse Marsch, de deliberadamente tentar pressionar o árbitro durante a semana – Marsch fez críticas públicas à arbitragem e chegou a ser multado pela Major League Soccer. Vieira reclama principalmente de três ou quatro impedimentos errados que o assistente assinalou no começo do jogo.

“O fato é que o árbitro foi influenciado pelos comentários e a credibilidade dele fica em dúvida. Isso é ruim para o jogo”, reclamou. “Eu acho que ele tomou mais decisões a favor do Red Bulls porque o treinador passou a semana inteira chorando. No final, ele conseguiu o que queria”.

Heróis, rivalidade acirrada, freguesia, muitos gols e troca de farpas entre treinadores: o dérbi de Nova York é jovem, mas já tem história para contar.