Quando a fase não é boa, parece que as coisas se desalinham em várias frentes ao mesmo tempo. Nesta sexta-feira, o Chile perdeu amistoso para a Costa Rica por 3 a 2, depois de chegar a estar perdendo por 3 a 0, e ainda teve Alexis Sánchez, aquele que é o seu craque, perdendo um pênalti. A fase do jogador é muito ruim no Manchester United e parece que na seleção isso se estende também. Ele ainda marcou um gol no final, descontando o placar para 3 a 2, mas foi insuficiente para evitar a derrota.

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A derrota do Chile veio em casa, no Estádio El Teniente, na cidade de Rancagua. O público foi decepcionante pensando em um jogo de seleção, com apenas 9.758. E aqueles que foram ainda devem ter saído com a sensação de tristeza de verem uma atuação muito ruim da seleção do país, dirigida pelo colombiano Reinaldo Rueda, ex-Flamengo e Atlético Nacional. Pior: a derrota diante veio para a Costa Rica, uma seleção que não vencia há nove jogos e que tem um treinador interino, Rónald González, já que o treinador já escolhido, Gustavo Matosas, ainda não assumiu o comando técnico.

Aos 36 minutos, Kendall Waston abriu o placar para a Costa Rica, já frustrando um pouco mais os torcedores que, àquela altura, já viam a Costa Rica ser melhor em campo. As coisas se complicaram ainda mais no início do segundo tempo. Waston, novamente, marcou o segundo aos 14 minutos do segundo tempo. Aos 19, um contra-ataque completado por Ronald Matarrita ampliou o placar para impressionantes 3 a 0.

O Chile descontou rapidamente, aos 25 minutos, com Sebastian Vegas. Mas a atuação era sofrível. Torcedores já pediam a saída do treinador Reinaldo Rueda, criticado pelas mudanças e pelo futebol apresentado pelos chilenos. Tudo ficou pior quando o Chile teve um pênalti a seu favor, para tentar voltar ao jogo e buscar ao menos o empate. Alexis Sánchez, porém, desperdiçou a cobrança.

A atuação dele, individualmente, não era grande coisa e o erro só piorou isso. A cara de Rueda era de velório. Alexis Sánchez ainda marcou já nos acréscimos, mas só para evitar uma derrota maior. O placar de 3 a 2 fez o time deixar o campo de maneira melancólica. Ninguém saiu satisfeito: nem jogadores, nem treinador, muito menos os torcedores.

“Está claro que não fizemos um bom jogo”, afirmou Rueda, na coletiva de imprensa depois do jogo. “Houve dois fatores importantes que determinaram isso. Primeiro que eles, com sua marcação alta, cobriram nossa saída. Nos faltou fazer movimentos conhecidos e eles se conhecem. Não tínhamos a faísca de jogar que eles tiveram. Saímos jogando com bolas longas, quando nosso jogo é sair jogando. Ali perdemos a confiança”, descreveu o treinador.

“Eles foram fortes no duelo aéreos e no chão. Nos faltou agressividade às vezes. Eles tomaram o meio-campo. A Costa Rica fez um jogo perfeito, o que nos dá uma lição muito difícil. Eles nos fizeram parecer muito mal”, admitiu o treinador, sob pressão. “O problema que temos é coletivo”, continuou o treinador. “Sabíamos que a Costa Rica tinha uma estratégia, muito válida. Fomos muito suaves e passivos na defesa. Fomos muito leais. E no ataque, faltou coletivizar. A derrota não passa por um jogador. Encontramos o jogo que o Chile sabe fazer, mas só por uns poucos minutos”.

Um dos pontos que Rueda destacou foi a falta de jogo que alguns dos seus titulares têm nos seus clubes no momento. “Temos que buscar que os jogadores encontrem o seu melhor nível. Nossos homens importantes não estão sendo titulares e isso se transfere para a seleção. Isso os deixa cheios de ansiedade, e foi mostrado diante de rival que fez um grande jogo”, continuou.

Na próxima terça-feira, o Chile faz novo amistoso, desta vez contra Honduras, no estádio Germán Becker, em Temuco, também no Chile. Certamente a expectativa será de um desempenho e resultado melhores.