Chega-se, com essa coluna, ao fim de uma seleção de 20 nomes que estão entre os mais marcantes da franquia Championship Manager, focando as versões 2001/02 e 2003/04, consideradas as mais importantes da série antes da chegada de Football Manager, e as que abriram o campo para que FM se tornasse um dos jogos mais vendidos em todos os tempos, perdendo, no meio PC, apenas para The Sims.

Antes de seguir com os nomes mais “anônimos”, vale citar, ainda, jogadores mais famosos (craques ou não), e que, no CM, fazem jus à fama. Caso de Taribo West, zagueirão nigeriano que pode ser adquirido gratuitamente na versão 01/02, dos meninos da Vila Diego e Robinho, verdadeiros “mitos” no CM 03/04, ao lado dos também prodígios (pelo menos na época) Freddy Adu e Pazzini.

Mas o Brasil, inquestionavelmente, tem algumas das grandes lendas da era CM, e um trio poderoso, no 2001/02, foi, certamente, o formado por Guilherme, Zé Afonso e Dodô. O primeiro, então no Atlético-MG, é, desde os primeiros dias, sondado por clubes europeus, que chegam a oferecer até US$ 20 milhões pelo jogador com extrema facilidade.

O segundo, que pode ser contratado gratuitamente, costuma render em qualquer time, de grande a pequeno, embora costume cair de produção após algumas temporadas — consequência da idade. Por fim, o artilheiro dos gols bonitos é difícil de ser retirado do Santos, mas é certeza de muitos gols e convocações — este que vos escreve sabe bem o que é ficar sem o principal matador na reta final da Libertadores por causa da Copa do Mundo…

Bom, vamos então com a lista final deste especial. Voltamos “à programação normal” na próxima coluna.

Georgi Ivanov — Gonzo (atacante)
Nacionalidade: Búlgaro
Versão: CM 01/02
Clube: Levski Sofia (Bulgária)

O atacante búlgaro em questão já começa com níveis excelentes e, dependendo de quanto for seu passe, é fácil de ser adquirido. Com habilidade potencial (PA) 165 (em 200 pontos possíveis), é um jogador com ótimas tendências ofensivas, especialmente no arremate e principalmente no cabeceio. Trata-se de um atacante de difícil temperamento no games e, principalmente, lenta adaptação. Por isso, é essencial que, ao ser contratado, tenha-se paciência, que o futebol de Gonzo irá aparecer naturalmente.

Hoje, aos 33 anos, Ivanov treina a equipe aonde até conseguiu ser ídolo, o Levski. Aliás, foi pelo clube que o revelou e no futebol de seu país que Gonzo conseguiu se notabilizar (o que ajuda a entender sua reputação local, no CM, de 195 pontos em 200 possíveis) no futebol, já que acumulou algumas passagens esquecíveis por outros clubes europeus, como Rennes, Samsunspor e Gaziantepspor.

Bruno (meio-campista/atacante)
Nacionalidade: Brasileiro
Versão: CM 01/02 e CM 03/04
Clube: Grêmio (Brasil)

Apelidado de “Soneca” pelos torcedores gremistas ao longo de sua triste passagem pelo clube que o revelou, pelo menos no videogame, Bruno consegue estourar como craque. No CM 01/02, embora não possua níveis elevados em comparação com outros jogadores do Grêmio, tem um excelente potencial (um incrível PA 189, em 200) e, em pouco tempo, pode se mostrar bastante eficiente como MA C no Tricolor. Tanto que, desde o começo, é sondado por clubes europeus.

A qualidade de Bruno fica ainda mais clara no CM 03/04, justamente no período em que o garoto esteve para se ligar ao elenco principal do Grêmio. Seu potencial é capaz de colocá-lo rapidamente na seleção brasileira. Como se vê, uma realidade muito diferente do que se deu com a carreira do meia-atacante, hoje no Metropolitano, de Santa Catarina. Algo sensivelmente distante do que dele se esperou.

Anastasios Skalidis (atacante)
Nacionalidade: Grego
Versão: CM 01/02
Clube: Chania (Grécia)

Dos “Super Gregos”, Skalidis é, talvez, o nome mais forte. De cara, possui níveis máximos de finalização, consistência, cabeceadas, força e bravura, por exemplo, bem como comportamento em partidas decisivas. Com PA -1 (o que, como já explicado há algumas semanas, significa que a tendência é que seu potencial possa se aproximar bastante do extremo), é uma contratação quase que imprescindível, especialmente por sua facilidade de adaptação a qualquer clube.

É importante acrescentar, no entanto, que não é um jogador fácil de ser adquirido, já que sua lealdade ao clube em que está faz com que rejeite bastante as primeiras propostas. Porém, seu preço baixo e o retorno rápido que costuma dar, sem contar a juventude do jogador, fazem do “bug” — como é considerado — Skalidis um craque ao estilo de Tsigalko e To Madeira. Quanto ao grego na vida real, o colunista pede desculpas por não ter localizado dados profissionais do atleta.

Georgi Kakalov (atacante)
Nacionalidade: Búlgaro
Versão: CM 03/04
Clube: Litex Lovech (Bulgária)

Lembram-se de Anatoli Todorov? Pois bem, este é o atacante que, ao lado de Todorov, faz o Litex ter um dos setores ofensivos mais invejados e desejados por jogadores do CM 03/04. Bastante jovem — começa o game com 19 anos —, possui potencial de evolução semelhante ao do companheiro de ataque, e, ainda por cima, não é difícil de ser comprado. E se colocado em dupla com Todorov, quase que certamente, formarão a dupla mais temida do CM em pouco tempo.

Hoje aos 25 anos, porém, Kakalov é apenas mais um no Cherno More Varna, também da Bulgária. Tudo por causa de seu temperamento exageradamente quente, chegando a um ponto de até se contratar, em sua passagem pelo Botev Plovdiv, um terapeuta exclusivo para cuidar do jeito explosivo do jogador. Apontado como promessa, Kakalov poderia ter tido o futuro que os games o apontavam. Talvez, se conhecesse o CM na época, ele poderia mudar seu jeito de ser…

Morten Gamst Pedersen (meia-esquerda)
Nacionalidade: Norueguês
Versão: CM 01/02
Clube: Tromso (Noruega)

Jogador multiuso, podendo jogar pelo centro e, principalmente, como ponta pela esquerda, Gamst Pedersen não tarda para já ser cogitado pelas principais equipes da Europa. Atualmente jogador da seleção norueguesa e do Blackburn Rovers, na vida real, o atleta em questão, com seu temido PA -1, embora barato, não é fácil de ser comprado, já que o Tromso, seu clube inicial, é um de seus favoritos. O esforço, porém, vale a pena, pela variedade de opções que Pederson proporciona a quem o tem na equipe.

E embora, no fundo, o norueguês não seja, no cotidiano, o craque que seu potencial no CM previa, não se pode negar que vive um momento melhor que o de outros “anônimos” do game. Titular do Blackburn, é uma das raras peças de qualidade dos vikings escandinavos, e um dos (poucos) membros de um (menor) grupo de craques virtuais no CM, o dos “Super Noruegueses”, que tem, por exemplo, Juho Makela, do Tervait, excelente como MA C.