A imagem de Muhammad Ali transcendeu o boxe. Na verdade, transcendeu o esporte. Por isso mesmo, as aparições do veterano em outras modalidades nos Estados Unidos eram costumeiras, a exemplo do momento maior de homenagem nos Jogos Olímpicos de 1996, quando acendeu a pira olímpica. Mas, acima disso, o boxeador se colocou como um ícone da contracultura. A ponto de seu rosto ser venerado mesmo em estádios de futebol, aparecendo em bandeirões. E a maior celebração ao ídolo no futebol aconteceu há um ano, em um dos maiores clássicos da África (talvez o mais belo do mundo nas arquibancadas): o Dérbi de Casablanca.

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As torcidas do Wydad Casablanca e do Raja Casablanca são especialistas em belíssimas coreografias. Por vezes, vale mais prestar atenção no que acontece ao redor do campo do que dentro dele, propriamente. Assim se deu o tributo a Mohammed Ali. Antes do empate por 2 a 2, em abril de 2015, os fanáticos pelo WAC ergueram um mosaico reproduzindo uma foto do boxeador com o dedo em riste. Referência não apenas por questões esportivas, mas também pela maneira como o americano representou a comunidade muçulmana. Lembrança que fica para sempre, diante da grandeza da lenda.

Vimos a imagem do mosaico no sempre imperdível Sem Firulas.