A paixão do Papa Francisco pelo San Lorenzo é evidente, e o Pontífice faz questão de exibi-la. Filho de um jogador de basquete do clube, Jorge Mario Bergoglio frequentou as arquibancadas de Ciclón desde a infância e, mais recentemente, recebeu o elenco azulgrana após a conquista da Copa Libertadores. E o sócio honorário dos cuervos foi muito mais comum nos corredores do Nuevo Gasómetro do que poderia se supor. No mesmo ano em que se tornou arcebispo metropolitano de Buenos Aires, o religioso foi expulso do clube pelo técnico Alfio Basile.

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Quem contou a história foi o próprio Basile, em tom de brincadeira, durante entrevista ao programa de TV ‘Línea de Tiempo’. Em 1998, o San Lorenzo não vivia boa fase e estava sem conquistar o campeonato nacional desde 1995. Mesmo assim, Bergoglio visitava os jogadores antes de todas as partidas para abençoá-los. Algo vetado pelo comandante, após conversa com o presidente do Ciclón na época, Fernando Miele.

“Miele me havia dito que era ‘um sacerdote que sempre vem saudar os jogadores antes das partidas’. Eu não queria nada que desconcentrasse os jogadores e disse para ele mandar o religioso não voltar. Se não ganhavam nada, para que ia entrar de novo o sacerdote? Miele  disse isso e ele se foi”, contou Basile. “Em abril do ano passado, encontrei com Miele em um restaurante. Ele me perguntou: ‘Viu quem é o Papa? Bergoglio, aquele que você expulsou dos vestiários do San Lorenzo’. Vou visitar Roma, aí conto isso para ele”.

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Pelo menos a paixão do Bergoglio pelo San Lorenzo não diminuiu com o veto de Basile – que acabou demitido meses depois. Quando o sacerdote foi nomeado cardeal, em 2001, o Ciclón conquistou o seu primeiro título continental, a Copa Mercosul. Já depois de se tornar Papa Francisco, a Copa Libertadores foi o limite. Para, então, ele receber os vitoriosos no Vaticano.