É natural que todo torcedor ache que seu time é o maior do país. Alguns transcendem mesmo a limitação nacional e bradam que não há clube no mundo maior que o seu. Cada um terá sua própria lógica para justificar isso, e argumento algum fará esse sujeito mudar de ideia. No entanto, na Inglaterra, o Daily Mail resolveu dar um fim às discussões – ou acirrá-las ainda mais. De forma pretensamente imparcial e objetiva, o jornal levantou alguns fatores para chegar a um ranking dos 50 maiores clubes do país.

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Maior vencedor do Campeonato Inglês, com 20 títulos conquistados, o Manchester United aparece no topo da lista, seguido por Arsenal, Liverpool, Chelsea e Manchester City, nesta ordem. Everton e Tottenham aparecem dividindo a sexta colocação, enquanto Aston Villa, Newcastle e Sunderland completam o top 10 (confira o ranking completo no fim do post).

Os fatores levados em conta pelo Daily Mail para chegar ao resultado final foram seis: públicos nos estádios, base de torcedores no mundo, troféus, colocação média no Campeonato Inglês (desde antes da transição para a Premier League, inclusive), qualidade dos jogadores e renda. O ranking de cada clube em cada um desses quesitos equivale ao número de pontos. O primeiro leva um ponto, o quinto, cinco, e o 15º, 15 pontos, por exemplo. Por fim, o time que acumulasse a menor pontuação geral seria o maior do ranking. Embora sigam uma lógica relativamente defensável, alguns desses pontos são bem questionáveis.

“Base de torcedores no mundo”, por exemplo, é um fator muito afetado pelos últimos anos, de popularização do campeonato em todos os cantos do planeta, e evidentemente os clubes com maior sucesso nesse período terão maior apelo. Já a qualidade dos jogadores foi medida de acordo com quantos jogadores cada clube cedeu à seleção inglesa em toda a história e quantos atletas, de qualquer nação, representaram essas equipes na Copa do Mundo do ano passado. Essa segunda parte, principalmente, também é algo característico de um período restrito e, portanto questionável.

Até mesmo a questão de públicos nos estádios pode ser contrariada. Por causa dela, o Liverpool, com a 10ª maior média de presença, aparece na terceira colocação, por exemplo, quando sabemos que um time desse tamanho tranquilamente teria públicos maiores se seu estádio suportasse – o que deverá acontecer nos próximos anos, com a ampliação do Anfield. Por fim, a renda também pode ser discutida, já que um bom plano de trabalho a médio prazo, junto com conquistas recentes e, consequentemente, maior apelo mundial, pode alterar drasticamente os números.

Já outros pontos merecem o devido reconhecimento, como os quesitos “troféus” e “colocação média no Campeonato Inglês”, já que analisam um período longo na história dessas equipes. Além disso, o de conquistas tem uma distribuição de peso razoável: 10 pontos para conquistas de Champions League, oito para títulos da primeira divisão inglesa, 5 pontos para vitórias na Copa da Inglaterra ou em torneios europeus que não sejam a Champions e 3 pontos para conquistas na Copa da Liga Inglesa. O que dá para questionar aqui é o fato de o critério “conquistas” ter o mesmo peso, por exemplo, de renda.

Feitas todas essas ponderações e explicado o processo na confecção do ranking do Daily Mail, queremos saber: o que você achou da lista?

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