Dani Jarque campeão do mundo. Onze meses depois da própria morte súbita, o zagueiro-central grafado no peito ajudou a equilibrar Andrés Iniesta no segundo tempo da prorrogação, chutando cruzado para deixar fugir o maior grito da história de um país apaixonado pelo futebol e jamais vencedor do torneio máximo. Esqueça Raúl, Villa, Torres, Butragueño, Di Stéfano. O lance síntese da melhor seleção espanhola já vista ou a cena de toda e qualquer busca por golo España resistirá perene com um protagonista insólito. Com as palavras, o dono do chute, ao menos segundo a súmula:

“Esse gol ficará para a história, mas Dani também será lembrado porque a imagem do gol, para mim, é quando tiro a camiseta”.

Ali mesmo, em Joanesburgo, mal entrou a batida de Iniesta e rasgavam-se os obituários do jovem defensor, morto na idade-auge, 26. De que valeriam, para o sempre, aqueles textos e memórias escritos no mês de contragosto do ano anterior? Agora ele era campeão do mundo, oras, co-autor do gol do título e homenageado com o nome escrito na camisa do corpo que tomara, Dani Jarque para siempre com nosotros, escancarada na festa pela única vez em que a rede balançou na final da Copa do Mundo de 2010 entre Espanha e Holanda.

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