Público recorde no Vélodrome, virada e jogaço: o clássico francês teve uma noite de gala

65.165 lotaram o Vélodrome e foram recompensadas com uma grande partida entre dois líderes do Campeonato Francês; o PSG venceu por 3 a 2

Nunca o estádio Vélodrome recebeu tantas pessoas. O público anunciado foi de 65.165, o maior da história do estádio, cuja capacidade recentemente foi ampliada para 67 mil. O recorde serviu para deixar a noite de Campeonato Francês ainda mais especial. Em campo, Olympique Marseille e Paris Saint-Germain fizeram um jogo digno de times que brigam pelo título e do maior clássico da França. De virada, o visitante venceu por 3 a 2.

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O show começou antes mesmo do árbitro apitar. As arquibancadas estavam lotadas, e os torcedores do Marseille levaram três mosaicos maravilhosos, com o escudo dos times e as iniciais OM. Cantavam, assoviavam e pediam para Marcelo Bielsa não os abandonar, já que a permanência do técnico argentino para a próxima temporada ainda não está garantida. Quando a bola rolou, vaiaram os jogadores do PSG durante os primeiros minutos.

O jogo era nervoso e estudado. O Marseille chegava duros nas divididas. A bola passava de um lado para o outro, sem grandes chances criadas. A primeira boa oportunidade aconteceu aos 12 minutos do primeiro tempo, quando Verratti lançou Pastore, aproveitando buracos que a defesa com três homens do time da casa deixa com uma frequência inconveniente. O argentino avançou até a entrada da área e bateu cruzado de direita. Passou perto. Precisando da vitória, o Marseille pressionou. Aos 30 minutos, a dupla que comanda o ataque do time nesta Ligue 1 funcionou perfeitamente. Payet, da direita, deu sua 12ª assistência no campeonato para Gignac subir lá em cima e marcar o seu 17º gol. A torcida foi à loucura, mas não teve muito tempo para ficar feliz, porque o PSG empatou cinco minutos depois, com um belo chute de Matuidi da entrada da área.

Não foi o bastante para abalar a confiança do time de Bielsa na sua estratégia, e com ela saiu o segundo gol. A marcação alta pressionou a saída de bola do PSG, Verratti bobeou e Romao recuperou a bola. Gignac foi lançado pela direita e chutou cruzado, sem chance para Sirigu. Dois minutos depois, Payet novamente cruzou na cabeça do atacante francês, que exigiu linda defesa do goleiro parisiense.

O Marseille não tem a característica de manter a posse de bola e tirar a velocidade do jogo. Administrar. Então a partida continuou aberta no segundo tempo. Ibrahimovic estava sumido. Havia feito uma boa jogada no primeiro tempo e só. O PSG havia perdido David Luiz, por lesão, Matuidi fazia o que podia, e Pastore estava jogando bem, mas o time precisava do seu craque. E, mesmo sem ter feito uma grande exibição, ele acabou decidindo a partida.

Cobrou uma falta com muita força para dentro da área, a defesa do Marseille não conseguiu afastar, e Marquinhos pegou o rebote para empatar, aos 4 da etapa final. Aos 6, com a defesa toda aberta, Pastore subiu pela ponta esquerda e cruzou para Ibra. Pressionado pelo sueco, Morel cortou para as próprias redes e concretizou a virada dos visitantes.

Como esperado, o Marseille passou a pressionar o PSG, com as linhas bastante adiantadas e dando muito campo para o contra-ataque. O placar não foi ampliado apenas por falta de capricho dos atacantes do time de Laurent Blanc e porque Mandanda fez duas grandes defesas, em chute de Lavezzi e Ibrahimovic sem marcação. De concreto, o time da casa criou pouco para empatar novamente. Abafou mais nos cruzamentos.

Irregular, o Marseille afasta-se da briga pelo título. Poderia ter assumido a segunda posição, a um ponto do Lyon, mas está em terceiro com 57 pontos. O Paris Saint-Germain, por outro lado, foi a 62 e está na ponta da tabela, a sete rodadas do final. Se não foi exuberante, superou os gritos da torcida na raça e conseguiu uma ótima vitória de virada em uma noite de gala do clássico francês.