A incerteza parece ter chegado ao fim: segundo o L’Équipe, o PSG comunicou à Federação Francesa (FFF) que não irá liberar Kylian Mbappé para a disputa dos Jogos Olímpicos de Tóquio. A novela tomou diversas capas e manchetes na imprensa local ao longo dos últimos meses, mas a palavra do clube sempre seria a final.

O L’Équipe escreve que, no fim da semana passada, o Paris Saint-Germain enviou uma correspondência à FFF, deixando clara sua oposição à convocação de sua jovem estrela para o torneio de futebol masculino das Olimpíadas, programado para acontecer entre 24 de julho e 9 de agosto.

O argumento do PSG é bastante simples: com a disputa da Eurocopa entre 12 de junho e 12 de julho, quer que seus jogadores tenham férias apropriadas para chegarem bem para a próxima temporada, com risco menor de lesão. O outro lado da lógica do clube é que, bom, Olimpíadas não são datas Fifa, então não há obrigação nenhuma de liberar atletas.

Desde junho de 2019, em visita ao Japão para um evento comercial, Mbappé começou a falar publicamente sobre seu sonho de disputar os Jogos Olímpicos, ao ponto de isso virar um grande assunto da temporada do futebol francês. Sua vontade era de disputar, em sequência, Eurocopa e Jogos Olímpicos: “Um sonho de criança”. O desejo era compartilhado por Noël Le Graët, presidente da Federação Francesa, e Sylvain Ripoll, técnico da França Sub-21, mas a seleção francesa deixava claro entender por que isso era complicado ao clube.

A correspondência do PSG falava também dos jovens defensores Abdou Diallo e Colin Dagba, incluídos na pré-lista com 80 nomes, vetando a participação da dupla. Uma outra mensagem foi enviada também à Federação Espanhola, comunicando a mesma decisão para Pablo Sarabia, Juan Bernat e Ander Herrera.

Sobre Neymar, o L’Équipe informa que a CBF não fez ainda nenhum pedido formal para ter o camisa 10 na defesa da medalha de ouro conquistada em 2016, no Rio de Janeiro. De qualquer forma, antecipa o jornal, a resposta do clube deverá ser a mesma que para franceses e espanhóis.

Sem a obrigação de liberar os atletas, é completamente compreensível o posicionamento do PSG. É uma questão de calendário, agravada pela sequência de torneios continentais (Eurocopa e Copa América) e Jogos Olímpicos. Um atleta que disputasse todas essas competições precisaria necessariamente perder o início da temporada para ter uma recuperação apropriada ou então arriscar alto uma lesão.