Não era um jogo para gastar energias. O técnico Didier Deschamps sabia tanto disso que poupou quatro titulares para enfrentar a Suíça, em Lille. Kanté, Matuidi, Payet e Giroud ficaram no banco de reservas, e precisando apenas de um empate para vencer o Grupo A da Eurocopa, a França se satisfez com o 0 a 0. Os suíços, felizes com a classificação, também não forçaram muito. Embora tenha havido lances interessantes, a partida, no geral, foi bastante morna.

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O problema é que a favorita França chega ao fim das suas três partidas na fase de grupos ainda sem empolgar. Ganhou com um golaço de Payet no final contra a Romênia e com dois nos acréscimos diante da Albânia. Neste domingo, até mostrou bons sinais no começo da partida, mas foi se acomodando com o decorrer da partida, à medida em que ficava claro que a Suíça também não forçaria muito a barra.

Quem se destacou nesses minutos iniciais foi Pogba, muito criticado pela torcida e imprensa da França pelas suas atuações apagadas nas primeiras rodadas. É o craque do time, do qual mais se espera. O meia mandou duas sapatadas de fora da área, que quase transformaram-se em golaços, uma no travessão, outra para boa defesa de Sommer. Entre elas, recebeu passe de Coman e bateu cruzado, para outra intervenção do goleiro suíço.

 

Aliás, o quase golaço foi que aconteceu de mais interessante na partida. Além desses dois lances de Pogba, houve mais três que ficaram próximos de se tornarem pinturas. Uma linda tabela entre Griezmann e Gignac terminou com outra defesa de Sommer. Após arrancada de Sissoko pela direita, Payet pegou de primeira, com classe, e acertou o travessão. O mesmo Payet, na sequência, bateu da entrada da área, com curva, a centímetros da trave.

 

Entre os jogadores que ganharam chance contra a Suíça, Sissoko foi o que mais se destacou. Muito forte, suas arrancadas pelo meio ou pela direita foram válvulas de escape importantes para a França. Uma arma que Blanc pode pensar em usar em partidas que estiverem muito travadas ou em que seu time tiver espaço para contra-atacar.

De resto, até aqui, como nos potenciais golaços que não foram, a França quase empolgou. Mas ainda não chegou lá. Precisa mostrar mais futebol para justificar todo seu favoritismo.

Albânia aguarda

A seleção albanesa não fez feio na sua primeira Eurocopa. Perdeu de pouco da Suíça e segurava um empate com a França até os minutos finais. No terceiro jogo da fase de grupos, ganhou da Romênia por 1 a 0, gol de Sadiku, cabeceando no contrapé do goleiro Tatarusanu. Foi a sua primeira vitória na história da competição.

Os três pontos dão orgulho, mas agora a Albânia aguarda a definição dos outros cinco grupos para descobrir se pode se classificar como um dos quatro melhores terceiros colocados. Quase impossível superar os times dos Grupos B e C, pois Eslováquia e Irlanda do Norte já têm três pontos, com um jogo a menos, e mais saldo de gols – albaneses estão com menos dois.

Fica de olho no restante da rodada, torcendo para concretizar uma classificação que seria heroica.