Claudio Bravo viveu um dos seus piores anos na carreira. Contratado a pedido do badalado técnico Pep Guardiola, deixou o Barcelona para ser o camisa 1 do Manchester City. O que se viu foi um goleiro que falhou demais e perdeu a posição até mesmo para Caballero. Começou a Copa das Confederações machucado. Voltou a partir do terceiro jogo. Agora, na semifinal, escreveu o seu nome como destaque. O placar em 0 a 0 se manteve durante todo o jogo e prorrogação, mesmo com chilenos pressionando no final. Empate, prorrogação, bola na trave, pênaltis. O roteiro de 2014, que acabou em tristeza para os chilenos. Só que desta vez, Claudio Bravo brilhou. Três defesas que garantiram a vitória contra Portugal e a passagem à final da Copa das Confederações. Quem fez a festa em Kazan forma os chilenos.

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O jogo deu a impressão que seria fantástico, mas acabou decepcionando. E olha que foi um jogo de 120 minutos. Em 10 minutos de jogo, os dois times já tiveram duas grandes chances. Não por acaso, saíram dos dois camisas 7. Primeiro, Alexis Sánchez deixou Vargas na cara do gol e o camisa 11 desperdiçou chutando em cima do goleiro. Depois foi a vez de Cristiano Ronaldo em ótima jogada passar para André Silva chutar para fora.

Com dois times começando ofensivamente, o que se esperava era um jogo movimentado e interessante. Não se confirmou. O jogo foi bem menos interessante do que se esperava. Os dois times tiveram chances, é verdade, mas o Chile foi quem jogou melhor ao longo de todo o tempo. Não pela posse de bola ou chutes a gol, mas pelas boas jogadas trabalhadas que deixaram o time mais perto de marcar do que o adversário. O placar, porém, continuou 0 a 0.

Veio a prorrogação, mas o jogo se manteve parecido. No final do segundo tempo da prorrogação, o gol quase saiu. Depois de bela jogada de Silva, ele passou para trás e Vidal acertou um belo chute na trave. No rebote, Rodriguez tocou desequilibrado e acertou outra bola na trave. Foi a pressão final do Chile.

Com bolas na trave e pressão no final, uma lembrança terrível deve ter passado pela cabeça dos chilenos. Em 2014, contra o Brasil, o time teve a chance de marcar o gol da vitória no fim, mas Mauricio Pinilla acertou a trave. Nos pênaltis, o Chile perdeu.

Nos pênaltis, o Chile começou as cobranças. Vidal bateu forte e marcou 1 a 0 para os chilenos. O português escolhido para iniciar foi Ricardo Quaresma. O camisa 20 cobrou cruzado de pé direito e o goleiro Claudio Bravo defendeu. Charles Aránguiz cobrou em seguida e converteu, fazendo 2 a 0 para o Chile. Portugal então escolheu um nome experiente: João Moutinho. Só que a cobrança do veterano foi exatamente igual a de Quaresma e Bravo, mais uma vez, pegou.

Veio então o momento decisivo. Alexis Sánchez foi para a cobrança. Bateu muito bem e marcou. O Chile já vencia a disputa por 3 a 0. Nani, outro jogador experiente, foi para a cobrança. Não poderia perder, se não Portugal estaria eliminado. Uma pressão enorme sobre o camisa 17. E assim como os dois cobradores anteriores, ele foi sem muita confiança, deu paradinha na corrida e cobrou no canto esquerdo. Bravo, mais uma vez, pegou.

O Chile chega à sua terceira final em três anos. Venceu as Copas América de 2015 e 2016 e agora irá decidir a Copa das Confederações. Mostrou ser um time mais técnico e mais organizado, ofensivamente ao menos, que Portugal, que tem boas qualidades, mas não as mostrou nesta quarta. Irá enfrentar o vencedor do duelo entre Alemanha e México, nesta quinta. O jogo é no domingo. E o Chile quer continuar reescrevendo sua história com taças.