Pouco mais de um ano após o falecimento de Davide Astori, vítima de um ataque cardíaco, os médicos Francesco Stagno, diretor do Instituto de Medicina do Esporte de Cagliari, e Giorgio Galanti, ex-diretor do setor de medicina esportiva do hospital de Careggi, em Florença, foram indiciados pela procuradoria de Florença por homicídio culposo e negligência.

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De acordo com informações do jornal Gazzetta dello Sport, a acusação afirma que ambos os profissionais não seguiram os “protocolos cardiológicos para julgamento da aptidão para o esporte competitivo”. A morte de Astori teria sido causada por uma “cardiomiopatia arritmogenica irregular”. Tanto Stagno, quanto Galanti, teriam verificado em três exames diferentes entre os anos de 2014 e 2017, alterações cardíacas no zagueiro, e, mesmo assim, emitiram relatórios liberando o atleta para a realização de atividades físicas de alto rendimento, sem exames adicionais.

Astori, então com 31 anos era o capitão da Fiorentina, e foi encontrado morto no dia 4 de março de 2018, no quarto do hotel que estava hospedado com a delegação da Viola para uma partida da Serie A italiana, contra a Udinese. Seu falecimento gerou comoção instantânea em todo o mundo do futebol. O zagueiro deixou esposa e uma filha de dois anos.