Maus resultados nas categorias de base e questionamentos em quem comanda a federação. Críticas por talvez ter um foco excessivo em tática e esquecer da individualidade. Eliminações deixaram dúvida sobre o trabalho que está sendo feito. Tudo isso poderia ser dito do Brasil, mas a análise é do presidente da DFB, a Federação Alemã de Futebol. Christian Seifert não está satisfeito com o desempenho das seleções alemães, que não conseguiram repetir o sucesso do time principal na Copa do Mundo de 2014.

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“Quando olho para o que a DFB e a liga investiram no desenvolvimento de talentos, então o que resta nos anos recentes é que os resultados não foram bons o bastante”, disse o presidente da DFB à revista Sport Bild. Para o dirigente, de 46 anos, há um erro de análise.

“Neste caso, muitas respostas foram dadas muito cedo. Talvez a individualidade das coisas esteja faltando, ou talvez nós estamos colocando muita ênfase no lado tático. Talvez haja coisa demais envolvida”, continuou Seifert. “A DFB e a liga devem olhar de mais perto se o desenvolvimento em 2015 é tão bom quanto deveria ser”, ponderou. “Nós precisamos ter o melhor treinamento do mundo. Isso pode ser atingido com um pequeno apoio financeiro, mas pode fazer uma enorme diferença”, disse ainda Seifert.

Os resultados de fato não agradaram tanto. No Mundial sub-20, a Alemanha foi eliminada nas quartas de final. Na Eurocopa sub-19, o time foi eliminado na primeira fase, o sub-21 caiu nas semifinal e o sub-17 foi vice-campeão. Em outubro, o time sub-17 joga o Mundial da categoria, no Chile, no último torneio do ano.

O diretor de esportes da Alemanha, Hansi Flick, também não estava feliz com o desempenho do time, mas foi mais ponderado e preferiu ver o lado positivo. “Nós estivemos em todas as cinco competições da Uefa e da Fifa neste ano. Isto é um enorme sucesso”, analisou o dirigente.

Parece que por lá também há uma preocupação grande em relação à formação de jogadores. A diferença, talvez, é que lá a preocupação já seja em um nível de apuramento muito mais alto que aqui. De qualquer forma, não deixa de ser curioso como a Alemanha também discute a sua formação de jogadores, mesmo estando do lado bom do 7 a 1.