Ao redor do Brasil, o combate à pandemia conta com a colaboração de diversos clubes, em conjunto com o poder público. Estádios e outras instalações esportivas foram disponibilizados para campanhas de saúde e até mesmo para a transformação em hospitais de campanha, como o caso do Pacaembu. E, no estado de São Paulo, os grandes clubes abraçam as necessidades dos principais hospitais públicos. Corinthians, Palmeiras, Santos e São Paulo apoiam a campanha de doações ao Hospital das Clínicas da USP – que também pode contar com sua ajuda.

O #VemPraGuerra é um movimento da sociedade civil em prol do Hospital das Clínicas – o maior complexo hospitalar da América Latina, que está na linha de frente na luta contra a COVID-19. Ao todo, 900 leitos do local foram disponibilizados para o tratamento da doença. Além disso, através da iniciativa, médicos e profissionais de diversas áreas passaram a se unir através de trabalho voluntário. E o HC também precisa de doações.

Segundo a campanha, “estima-se um crescimento de mais de 400% na demanda de materiais para garantir a integridade da equipe e pacientes, prevenção ao contágio, a manutenção da quantidade e qualidade dos atendimentos”. Com o avanço da pandemia, a demanda desses insumos esgotou os estoques e acarretou o aumento exponencial dos preços.

O intuito das doações é garantir ao menos os próximos dois meses de atendimento, durante o pico da pandemia. O dinheiro será utilizado para comprar 40 mil máscaras N95, 670 mil máscaras cirúrgicas, 6,7 mil litros de álcool gel, 45 mil aventais, 211 mil toucas e três máquinas portáteis de raio-x. A meta é chegar aos R$10 milhões, e a campanha já cumpriu quase metade deste objetivo até a manhã de quinta, com mais de 11 mil doadores.

Nas redes sociais, os quatro grandes clubes de São Paulo utilizam sua visibilidade para convocar suas torcidas e conscientizar sobre as necessidades do Hospital das Clínicas. Corinthians, Palmeiras, Santos e São Paulo aproveitam seus canais para divulgar as informações e ressaltar a importância do apoio. Atletas de outras modalidades, como o piloto Rubens Barrichello, e também celebridades locais igualmente contribuem.

“A campanha começou com médicos residentes do HC que perceberam que o uso de máscaras e equipamentos de proteção individual aumentou muito, e isso passou a gerar uma baixa no estoque. Houve um aumento muito alto no preço das máscaras – as que custavam R$ 0,10 passaram a custar R$ 4 e as que custavam R$ 3 passaram a R$ 27. Isso fez com que os estoques do hospital baixassem muito rapidamente. O que observamos na experiência internacional, tanto na Itália como em outros países, é que muitos hospitais de ficaram sem máscaras”, explicou Dan Novachi, assessor de comunicação da campanha, ao site do Corinthians.

A necessidade das doações vai além do investimento já realizado pelo poder público no Hospital das Clínicas. Conforme a campanha, “o hospital acaba de receber verba estadual para controle da epidemia vigente e para se transformar num centro de tratamento de coronavírus. No entanto, analisando o cenário atual, encontramo-nos em estado emergencial de demanda de equipamentos, o que requer medidas rápidas de auxílio financeiro e participação popular. Ainda que neste momento o Hospital das Clínicas possua recursos, não podemos deixar de nos preparar para os piores cenários”.

As doações podem ser realizadas através do site do #VemPraGuerra no Charidy. Também é possível doar materiais e medicamentos diretamente ao Hospital das Clínicas, entrando em contato através do e-mail “hcdoacao.corona@hc.fm.usp.br“.

Vale conferir o site oficial do #VemPraGuerra, com outros esclarecimentos sobre a iniciativa e também informações úteis quanto à COVID-19. Os clubes se engajam ainda com outras campanhas realizadas em São Paulo para garantir o trabalho de hospitais públicos. Corinthians, Palmeiras e São Paulo divulgam a iniciativa ao redor da Santa Casa de São Paulo. As informações desta outra ação podem ser obtidas na própria página de doações da Santa Casa. Consciência social e solidariedade são essenciais neste momento.