Primeiro técnico demitido em 2015 chama-se Paulo Rossi e deu uma banana à diretoria (sério)

O treinador do São Benedito ofendeu a diretoria (e até funcionários da prfeitura) durante a primeira rodada do Cearense e foi demitido sem cerimônias

O ano tem apenas 15 dias de idade. Muita gente nem voltou da praia, a maioria dos campeonatos sequer começaram, mas já tem técnico sendo demitido. A primeira vítima do futebol brasileiro saiu no Ceará e foi Paulo Rossi. Não, não o carrasco da seleção brasileira em 1982, mas o treinador que assumiu o São Benedito no final de 2013 e perdeu o emprego por fazer gestos obscenos para a diretoria durante a derrota para o Horizonte por 2 a 1, na primeira rodada do Cearense. Em português claro, deu-lhes uma banana e mostrou o dedo do meio.

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Paulo Rossi confirmou que recebeu o nome como uma homenagem do pai ao atacante italiano que marcou três vezes na derrota do Brasil para a Itália na Copa do Mundo da Espanha. Na súmula, porém, assina como João Rufino da C. Nascimento. Ex-zagueiro, foi campeão piauiense pelo Quatro de Julho de Piripi, em 2011, também teve passagens por equipes do Maranhão, e estreou no banco do São Benedito em novembro de 2013. Conquistou a segunda divisão do Cearense ano passado e pensava em alçar voos mais altos nesta temporada. Esse plano precisou ser abortado.

O relacionamento com a diretoria não era dos melhores. De acordo com o gerente de futebol Aurélio Alves, Paulo Rossi centralizava as decisões e não dava satisfação para os seus chefes. “Não consultava a diretoria para programação, dispensa de jogadores dos treinos ou de viagens. Ele é meio complicado”, conta, em entrevista à Trivela. “Eu nunca tomei decisão sem consentimento”, rebate Rossi. “Ele é outro que é safado e que não tem capacidade de chegar e falar as coisas para mim. Ele tem raiva de mim”.

E parece que Rossi tem raiva dentro de si. O São Benedito enfrentou o Horizonte, no Estádio do Junco, em Sobral, porque o seu campo estava irregular para mandar as partidas do Estadual. Saiu perdendo e, ao empatar, o treinador virou para as arquibancadas para desabafar de forma, digamos, pouco educada, mas apenas alguns sócios-torcedores e diretores fizeram a viagem de 90 quilômetros entre as duas cidades para ver o jogo. A ofensa foi a gota d’água.

“Os poucos presentes eram membros da diretoria, tinha secretários do município, membros do conselho deliberativo, sócios-torcedores. Quando saiu o empate, ele se virou para a torcida, deu uma banana e um cotoco. Essa atitude desrespeitosa fez com que ele fosse dispensado. Ele poderia ter saído dali até preso se a gente quisesse. Foi uma atitude anti-desportiva”, avalia Aurélio Alves.

Paulo Rossi não viu a sua atitude da mesma forma e acredita que a diretoria estava apenas esperando um motivo para demiti-lo. Reclama que não recebia os jogadores que pedia e que não havia diretores nas arquibancadas. “Eu já estava pé da vida com essa minoria da torcida que foi lá só para falar merda”, disse. “Diretor que se preza não fica com torcedor. Fica na tribuna de honra. Eles queriam um motivo. Essas pessoas que se dizem diretores poderiam ser mais profissionais”.

Esses diretores agora estão em busca de um novo treinador. Aurélio Alves garante ter uma lista, mas não pode divulgar à imprensa para não atrapalhar as negociações. E é bom correr porque, depois da derrota para o Horizonte, o próximo adversário é o Fortaleza no Presidente Vargas.

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