Pela primeira vez desde 2013, um jogador brasileiro volta a conquistar o prêmio “Rey de América” – considerado o mais importante entregue aos jogadores em atividade no continente. Luan foi o vencedor da honraria oferecida pelo jornal uruguaio El País, e com sobras. Depois de conquistar a Copa Libertadores com o Grêmio, o atacante recebeu 182 votos na eleição, quase metade entre os 368 jornalistas que participam da escolha. Foram 117 votos a mais que Paolo Guerrero, o segundo colocado, apontado principalmente pela campanha à frente da seleção peruana nas Eliminatórias. Já o terceiro lugar ficou com outro gremista, Arthur, recebendo 46 indicações.

O desempenho excelente no terceiro título do Grêmio na Libertadores justifica a condecoração de Luan. O camisa 7 teve atuações simbólicas na competição continental, muitas vezes preponderante na escolha do Rey de América. Vice-artilheiro do torneio, o tricolor brilhou especialmente contra o Barcelona de Guayaquil e o Lanús, em resultados decisivos para o feito dos gaúchos. Assim como acontecera nos dois anos anteriores, com Carlos Sánchez (River Plate) e Miguel Borja (Atlético Nacional), o brasileiro “unificou” a taça da Conmebol com a premiação individual do periódico uruguaio.

Luan é o 11° brasileiro a ganhar o troféu, criado em 1971. Antes dele, também foram escolhidos: Tostão, Pelé, Zico, Sócrates, Bebeto, Raí, Cafu, Romário, Neymar e Ronaldinho. Apenas Zico e Neymar conseguiram ser premiados mais de uma vez, com o tri do rubro-negro nos anos 1980 e o bi do santista em 2011 e 2012. Desde que Ronaldinho se consagrou após o título do Atlético Mineiro na Libertadores, no entanto, os jogadores do Brasil não voltaram o topo. O único a entrar no pódio durante o triênio anterior foi Gabriel Jesus, segundo colocado em 2016.

Além disso, quatro estrangeiros em atividade no futebol brasileiro receberam o troféu em edições anteriores: Figueroa, Romerito, Tevez e D’Alessandro. Entre os ganhadores do Rey de América, figuram diversas figuras lendárias no futebol sul-americano. Maradona, Francescoli, Verón, Valderrama, Riquelme, Chilavert, Cubillas e Salas aparecem entre os antigos homenageados.

Como parte da cerimônia do Rey de América, o jornal El País também elege a seleção do futebol sul-americano. O time ideal de 2017 foi o seguinte: Marcelo Grohe (Grêmio); José Luis Gómez (Lanús), Pedro Geromel (Grêmio), Diego Braghieri (Lanús), Nicolás Tagliafico (Independiente); Arthur (Grêmio), Lautaro Acosta (Lanús), Ezequiel Barco (Independiente); Luan (Grêmio), José Sand (Lanús) e Paolo Guerrero (Flamengo). Já o prêmio de melhor técnico acabou endereçado a Tite.

Abaixo, todos os jogadores indicados ao Rey de América 2017:

Luan (Brasil): 182 (49,46%)
Paolo Guerrero (Peru): 65 (17,66%)
Arthur (Brasil): 46 (12,50%)
Darío Benedetto (Argentina): 24 (6,52%)
Lautaro Acosta (Argentina): 8 (2,17%)
Jonathan Álvez (Uruguai): 6 (1,63%)
Marcelo Grohe (Brasil): 5 (1,36%)
José Sand (Argentina): 5 (1,36%)
Ezequiel Barco (Argentina): 4 (1,09%)
Ignacio Scocco (Argentina): 3 (0,82%)
Gatito Fernández (Paraguai): 2 (0,54%)
Fabián Balbuena (Paraguai): 2 (0,54%)
Hirving Lozano (México): 1 (0,27%)
Rómulo Otero (Venezuela): 1 (0,27%)
Cristian Pavón (Argentina): 1 (0,27%)
Maximiliano Meza (Argentina): 1 (0,27%)
Sebastián Viera (Uruguai): 1 (0,27%)
Everton Ribeiro (Brasil): 1 (0,27%)
Lucas Alario (Argentina): 1 (0,27%)
André Pierre Gignac (França): 1 (0,27%)
(Brasil): 1 (0,27%)
Jonathan Maidana (Argentina): 1 (0,27%)
Diego Valeri (Argentina): 1 (0,27%)
Rodrigo Rey (Argentina): 1 (0,27%)
Edwin Cardona (Colômbia): 1 (0,27%)
Miguel Almirón (Paraguai): 1 (0,27%)
Lucas Lima (Brasil): 1 (0,27%)
Elías Hernández (México): 1 (0,27%)


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