O Alavés viveu uma semana histórica. Pela primeira vez, El Glorioso se classificou à decisão da Copa do Rei. Mas a ressaca foi pesada no Estádio de Mendizorroza, justamente contra o futuro adversário na final. O Barcelona visitou os bascos, que teve alguns de seus titulares poupados, e igualou a maior goleada já assinalada contra os albiazules na cidade de Vitoria: 6 a 0 no placar, algo que não acontecia com os anfitriões desde 1940. Grande atuação ofensiva dos catalães, depois de algumas semanas sob questionamentos, sobretudo pela partida de volta contra o Atlético de Madrid na Copa do Rei.

Controlando o jogo desde os primeiros momentos e criando mais oportunidades, o Barcelona só conseguiu abrir o placar aos 37 minutos. Aleix Vidal chegou à ponta e cruzou para Luis Suárez arrematar. Então, a porteira se abriu aos blaugranas. Antes do intervalo, aproveitando um erro dos adversários, Neymar estava livre para ampliar. Sergio Busquets, de volta ao Espanhol após duas rodadas afastado por lesão, era um dos que mais se destacava, pela influência no domínio dos visitantes.

Já no início da segunda etapa, com mudanças no time, o Alavés melhorou e ameaçou uma reação. Durou pouco: aos 14 minutos, Lionel Messi apareceu para balançar as redes e dar os primeiros contornos à goleada. O quarto veio em um lance contra as próprias redes de Alexis, em enorme trapalhada. Ivan Rakitic bateu forte para fazer o quinto, ainda aos 20 minutos. E Luis Suárez fechou a conta, anotando o seu segundo na noite depois de já ter servido duas assistências aos companheiros. Ao fim, ficou a preocupação com Aleix Vidal, que sofreu uma fratura após entrada desnecessária de Theo Hernández.

O resultado em si vale mais ao Barcelona pela motivação que pode trazer do que pelos efeitos na tabela. A equipe de Luis Enrique assume a liderança provisoriamente, mas com três jogos a mais que o Real Madrid. Agora, precisa se voltar ao duelo com o Paris Saint-Germain na Liga dos Campeões, já nesta terça. O Alavés, por sua vez, aprende com os erros, mas sabe que a goleada não significa nada rumo à final. Para um time que já chegou a derrotar o Barça no primeiro turno, os bascos deverão jogar com a alma para a ocasião histórica que se desenha em maio.