O Spartak Moscou revê o horizonte de glórias após um longo período de seca. Potência nos tempos soviéticos e dominante na década de 1990, o clube mais popular do país não ergue a taça do Campeonato Russo desde 2001. Pior, seu último título foi uma mísera Supercopa da Rússia em 2007. Longa espera, que não abalou a fé dos torcedores alvirrubros e que está prestes a ser encerrada. O Myaso lidera a Premier League desde a quarta rodada, após ter sido apenas o quinto colocado na última temporada. E, neste domingo, conquistou uma vitória que o deixou ainda mais próximo do troféu: em confronto direto com o Zenit, os moscovitas bateram os rivais por 2 a 1. Abriram 10 pontos de vantagem no topo da tabela, a sete rodadas do fim da competição.

Diante da empolgação pelo ótimo momento, os torcedores do Spartak fizeram uma grande festa na recém-inaugurada Otkryitiye Arena. O mosaico preparado pelos alvirrubros mostrava uma imagem de Moscou, sob o olhar de um personagem representando a torcida. “Moscou: a melhor cidade do planeta, capital de completa supremacia”, diziam as faixas. Além disso, o clube também levou um bandeirão em referência aos soldados abatidos de Mircea Lucescu, técnico do Zenit. E, como não poderia deixar de ser, a pirotecnia dominou a cena, com fumaça e fogos.

Já dentro de campo, o Spartak conquistou um suado triunfo. Um dos destaques do time, Quincy Promes abriu o placar durante o primeiro tempo, mas Artem Dzyuba empatou na etapa complementar. Já a 10 minutos do fim, Alexander Samedov apareceu para sacramentar o resultado. Méritos de Massimo Carrera, antigo assistente de Antonio Conte que faz seu primeiro trabalho como treinador principal, após passar por Juventus e seleção italiana. Com a derrota, o Zenit caiu para a terceira colocação, um ponto atrás do CSKA Moscou.