Presidente do Toulouse afirma que clube utilizará Football Manager em sua observação de jogadores

Com larga experiência dentro do futebol inglês, o francês Damien Comolli assumiu em julho deste ano a presidência do Toulouse, com o objetivo de fazer o clube retornar à Ligue 1 depois do rebaixamento na temporada passada. No mercado de transferências que passou, Comolli liderou a instituição em um recrutamento bastante baseado na coleta de dados – e deverá seguir fazendo isso, acrescentando ao leque de recursos o já famoso banco de dados do jogo Football Manager.

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Em entrevista ao site de notícias francês 20 Minutes, Comolli – que foi chefe de olheiros no Arsenal por sete anos e diretor de futebol no Tottenham e no Liverpool, neste último sendo um dos responsáveis pela contratação de Luis Suárez – ressaltou a importância que os dados têm na observação e no recrutamento de jogadores, dando exemplos de outros casos de sucesso recentes.

“Pegue, por exemplo, os dois finalistas da Liga dos Campeões no ano passado, Tottenham e Liverpool. Eles foram construídos com os dados. O Leipzig, semifinalista da Liga dos Campeões, trabalha em cima dos dados. O Lorient subiu (à Ligue 1) e tem um responsável pelos dados. Nós não somos uma exceção”, argumentou.

Não é nenhuma novidade que o game Football Manager tem servido como ponto de referência na vida real não apenas no período de “formação” de novos treinadores, que brincam com o simulador para ganhar alguma noção dos desafios que terão pela frente na transição de atleta para técnico – Ole Gunnar Solskjaer sendo um exemplo famoso disso –, mas também na coleta de dados de atletas para fins de observação e, por fim, contratação. Há muitos anos, empresas especializadas em scouting, como a Prozone, usam as informações do game para alimentar os clubes com informações.

Comolli revela que, no futuro próximo, o Toulouse irá incluir o banco de dados do jogo no processo de recrutamento do clube. Não como ponto principal, mas como parte de um todo.

“Ainda não utilizamos o Football Manager, mas iremos fazê-lo. Há muitos clubes que o utilizam. Não será uma base de recrutamento essencial em nossa estratégia, mas pode ajudar. O tamanho e as ambições do clube não têm nada a ver com a vontade de usar ou não os dados”, afirmou.

Recém-rebaixado à Ligue 2, o Toulouse dá boas-vindas a qualquer forma que seja de aprimorar o seu processo de atuação no mercado e, por fim, seu plantel. O clube não iniciou bem sua caminhada na segunda divisão. Depois de uma terrível campanha na Ligue 1 passada, terminando como lanterna e vencendo apenas três de 28 jogos, o TFC largou mal também na segundona, ocupando a 15ª colocação, com cinco pontos em seis jogos.