Juan José Muñoz, presidente do Gimnasia y Esgrima, decidiu se afastar provisoriamente na noite desta terça do cargo. Ele supostamente ameaçou o árbitro Daniel Giménez durante a partida entre a equipe e o Boca Juniors, no último domingo. O juiz decidiu não voltar a campo para o segundo tempo e o jogo foi suspenso.

O dirigente disse que aguardará a decisão final da federação argentina sobre o caso para definir seu futuro no clube. “Cometi um erro ao falar com o juiz, mas não tinha segundas intenções. Lamento ter ido ao vestiário dos árbitros”, disse Muñoz. Ele corre risco de ser suspenso por até dois anos.

Giménez deu um pênalti duvidoso a favor do Gimnasia y Esgrima, que vencia a partida por 1 a 0. Porém, ele deu seis cartões amarelos para a equipe de La Plata, o que teria provocado a revolta de Muñoz.

“Estou tranqüilo, pois sei o que fiz. Em nenhum momento tive dúvidas sobre a decisão de interromper a partida. Um árbitro está preparado para receber insultos de torcedores, mas não de um dirigente. Quando ele [Muñoz] entrou no vestiário, parecia mais um barrabrava do que o presidente do Gimasia”, disse o árbitro em entrevista ao diário Clarín, referindo-se aos torcedores mais violentos da Argentina.

Esta foi a quinta partida do atual torneio Apertura interrompida. Todas as outras quatro foram paralisadas por conta de incidentes com torcedores.