Última liga dentre as cinco grandes europeias a confirmar a suspensão de sua disputa por precaução ao Coronavírus, a Bundesliga enfim vai parar. Foi este o anúncio da Liga de Futebol Alemã (DFL, na sigla em alemão) na tarde desta sexta-feira (13). Este, no entanto, não era o desejo de todos. Notavelmente, Karl-Heinz Rummenigge, diretor executivo do Bayern de Munique, deixou clara sua visão.

Em entrevista coletiva horas antes do anúncio da DFL, o mandatário bávaro disse que, “no fim das contas, se trata de finanças”. Para ele, o “certo é que os jogos sejam realizados”. “Um grande pagamento por parte das emissoras de TV está pendente. Se o pagamento não for feito, muitos clubes pequenos teriam problemas”, justificou Rummenigge.

O diretor executivo do Bayern defendeu que a Bundesliga não deveria parar porque, diferentemente da Premier League, nenhum jogador da liga alemã havia testado positivo para o novo Coronavírus. O Campeonato Inglês, vale apontar, havia decidido, na noite de quinta-feira (12), manter sua rodada, mas teve que voltar atrás quando, nas duas horas que seguiram o anúncio, duas figuras importantes da liga foram diagnosticadas com o Covid-19: Mikel Arteta, técnico do Arsenal, e Callum Hudson-Odoi, jogador do Chelsea.

“Temos mil trabalhadores aqui, todos apareceram a tempo de trabalhar às oito e meia da manhã. O trabalho também prossegue na Audi e com o nosso patrocinador Adidas”, explicou Rummenigge.

Muito mais consciente do esforço coletivo necessário para frear a disseminação do vírus, Thiago Alcântara, jogador do próprio Bayern de Munique, havia escrito no Twitter pouco antes que continuar com os jogos era “loucura”: “As pessoas precisam parar de brincadeira e voltar à realidade. Sejamos sinceros, há prioridades muito mais importantes do que qualquer esporte”.

Segundo a última atualização da Universidade Johns Hopkins, a Alemanha contabiliza 3.059 casos confirmados, com seis mortes.