O presidente da Federazione Italiana Giuoco Calcio (FIGC), a federação italiana de futebol, Gabriele Gravina, mostrou preocupação com a situação do futebol atual no país. A Itália tem enfrentado problemas com incidentes de racismo, além de questões financeiras sérias. Muitos clubes abriram falência nos últimos anos, sem falar em histórias conhecidas de clubes grandes, como a Fiorentina e o Napoli, que chegaram a ser refundados depois de falirem. O dirigente afirma que seu trabalho é resgatar credibilidade do futebol. Gravina foi eleito em outubro de 2018, depois que Carlo Tavecchio se demitiu após não conseguir a classificação à Copa do Mundo de 2018.

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“Nós temos que voltar a sermos totalmente confiáveis”, afirmou Gravina à Sky Sport Italia. “Eu me refiro aos parceiros comerciais que pensaram, corretamente e legitimamente, em abandonar o mundo do futebol e nós temos que conquista-los. Eu quero agradecê-los pela sua contínua confiança na Federação Italiana de Futebol, que nós ainda temos que devolver com uma grande dose de responsabilidade”, afirmou o dirigente. “O futebol está perdendo o valor hoje e a marca perdeu sua atratividade porque, infelizmente, sua dignidade foi levada à lama por um período de tempo e prejudicou sua credibilidade”.

Um dos problemas graves que Gravina precisa lidar é a situação financeira caótica de muitos clubes. São 38 clubes fechados na Serie B por problemas financeiros desde 2013, além de um total de 150 falências de clubes em todas as divisões nos últimos 15 anos. Números preocupantes para a situação do futebol no país.

“Eu não posso excluir que isso pode acontecer novamente no futuro, mas nós precisamos trabalhar duro para garantir que esses incidentes são restritos e eles se tornem casos extraordinários e não a norma”, afirmou Gravina. “No momento, o regulamento diz que os clubes serão expulsos depois de não aparecer em quatro jogos, mas a partir de 20 de março, isso será reduzido a dois”.

“Nós estamos ativando uma série de mecanismos que serão lançados em dezembro com a adoção de novas regras de licenciamento nacional. Foi uma mudança inovadora por dois motivos: pelo que ela contém, mas acima de tudo pelo momento que cada licença será aprovada – seis meses antes do começo da temporada, que eu acredito que seja um novo recorde”, disse ainda o dirigente. “Eu gostaria que os parâmetros fossem ainda mais duros e mais restritos, que é a batalha que eu estou lutando”.