Presidente da Federação Italiana fala em reduzir número de times da Serie A, mas admite que será difícil

Tavecchio, da FIGC, diz que diminuir clubes da Serie A, B e Lega Pro para reduzir custo, mas admite dificuldade de aprovação

O presidente da Federazione Italiana Giuoco Calcio (FIGC), a Federação Italiana de Futebol, Carlo Tavecchio, falou em reduzir o número de times profissionais nas três primeiras divisões do país. Para o dirigente, com menos clubes os custos seriam reduzidos. Segundo a ideia, seria possível voltar a ter 18 clubes na primeira divisão italiana, algo que acontecia até 2004. Só que ele mesmo admite que essa ideia será difícil de ser aprovada.

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“No começo do próximo ano nós iremos começar uma discussão e eu espero que cheguemos a uma solução razoável”, afirmou Tavecchio ao jornal La Politica nem Pallone. “É inevitável que as ligas profissionais devem ser reduzidas, estou me referindo à Serie A, Serie B e acima de tudo a Serie C [Lega Pro]”, explicou o dirigente.

“Podemos reduzir de 102 times para 70 e não é um problema que preocupa apenas a Itália, mas toda a Europa”, disse Tavecchio. “Reduzir o número de times faria economias significativas para os clubes, mas no final esta decisão cabe aos participantes, e será difícil fazer com que isso seja feito”, continuou. “Os fatos estão ali e a vontade está ali, mas aqueles do lado direito da mesa nunca irão se encontrar com aqueles do lado esquerdo e para reduzir o tamanho das ligas precisamos de uma maioria qualificada”, explicou ainda Tavecchio.

A Serie A variou de 16, 18 e 20 clubes. De 1929 a 1934, eram 18 participantes; De 1934 a 1942, 16 clubes; voltou a ter 18 clubes entre 1942 a 1946; teve 20 clubes na temporada 1946/47; teve 21 clubes a 1947/48; voltou a 20 clubes entre 1948 e 1952; ficou com 18 clubes novamente entre 1952 e 1967; reduziu a 16 clubes de 1967 a 1988; aumentou para 18 clubes de 1988 a 2004; finalmente, de 2004 até aqui, eram 20 clubes.

Entre as grandes ligas, apenas a Bundesliga, na Alemanha, tem menos de 20 clubes: são 18, assim como era na Itália até 2004. Para a medida ser aprovada, seriam necessários ao menos 75% dos clubes votando a favor, o que torna a ideia de Tavecchio pouco provável de ser aprovada.

A atual Serie A tem 20 clubes, a Serie B tem 22 clubes e a Serie C (antiga Lega Pro) é quem tem mais clubes: são 60, divididos em três grupos regionais. A diminuição afetaria diretamente especialmente estes times, com uma redução que empurraria alguns deles à Serie D, que não é mais profissional. Nesse nível, 162 clubes buscam a almejada ascensão à terceira divisão e, assim, tentar subir na pirâmide do futebol italiano.