Karim Benzema é um dos homens mais criticados da França atualmente. Não pelo seu futebol, mas sim pelo episódio não tão antigo envolvendo o atacante do Real Madrid e seu companheiro de seleção Mathieu Valbuena. A história começou a se desenrolar publicamente no fim do ano passado, e ainda não teve bem um desfecho. Quer dizer, para Benzema, sim. O camisa 9 merengue foi cortado da seleção francesa que disputou a Eurocopa deste ano. Desde lá, o técnico Didier Deschamps nunca mais o convocou. E várias trapas foram trocadas. Passada um pouco a série de declarações afiadas, Noël Le Graet, presidente da Federação Francesa, decidiu voltar a falar o que pensa sobre a posição de Benzema na história que desencadeou esse hiato da sua carreira internacional.

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“Não peço para que acreditem em mim o tempo todo. Não é sempre que estou certo. Mas tenho convicção nisso que acredito agora, e sei que Benzema é muito melhor do que todos que o criticam”, afirmou o dirigente em entrevista ao Le Telegramme. “Houve um incidente que ainda não foi resolvido, e eu sinto muito por isso. É uma situação estranha, sim, mas não é o maior caso do século. Assim como Benzema, quem foi mais criticado do que os outros envolvidos na história, não é o maior culpado do mundo”, declarou.

Apesar do técnico da França ter usado o caso envolvendo Valbuena para justificar o corte do ex-camisa 10 da seleção, Benzema o acusou de não ter o convocado por influência de políticos racistas, já que ele tem ascendência árabe e é muçulmano. Le Graet, por sua vez, defendeu o jogador quanto às suas acusações, dizendo que “ele se arrependeu de ter falado aquilo cinco minutos depois. Benzema só estava chateado por não ter sido selecionado pelo treinador”. E ainda endossou o julgamento aos críticos do atacante, que foi autor de 21 gols em 81 partidas pela seleção: “quando você vê todas essas pessoas falando toda noite sobre isso na televisão, eles seriam melhor aconselhados às vezes a mastigar um chiclete ou a pensar sobre as coisas que falam”.