A transferência de Malcom para o Barcelona foi uma das maiores reviravoltas recentes do mercado de transferência. Estava tudo acertado entre a Roma e o Bordeaux. Os dois clubes anunciaram o negócio, mas, na hora de embarcar no avião para fazer o exame médico e assinar contrato, o brasileiro desapareceu. Os catalães entraram na jogada e rapidamente arrebataram o ex-jogador do Corinthians. E o presidente da Roma, James Pallotta, não desculpará o Barcelona com facilidade. 

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“Eles sabiam que o negócio estava fechado”, afirmou Pallotta, à rádio Sirius XM, segundo a ESPN. “Na verdade, eles me ligaram para pedir desculpas pelo que fizeram e como fizeram e eu realmente não as aceito. O único jeito que eu aceitaria o pedido de desculpas é se uma de duas coisas acontecerem: eles nos enviassem Malcom, o que você sabe que não vai acontecer, ou, pelo menos, em um ato de boa fé, eles poderiam dar Messi para nós”. 

O presidente romanista disse que o problema não foi disputar o jogador com o Barcelona, mas como a reviravolta aconteceu. “Não tenho problema em brigar por um jogador com a Internazionale ou o Bayern, ou com quem quer que seja, se estivermos todos no processo de tentar contratar o jogador. É assim que funciona. Mas, no fim do dia, quando um acordo está fechado e totalmente acertado? E algumas pessoas dizem: ‘oh, não estava formalmente assinado’. Isso é bobagem. Todos sabemos como funciona. O garoto vem fazer exame médico e assina o contrato. Outros clubes sabem que não devem aparecer e fazer o que o Barcelona fez. O Bordeaux não deveria ter feito o que fez, isso foi completamente…acho que é ilegal, para não mencionar anti-ético e imoral”. 

Pallotta contou que, enquanto um dos agentes de Malcom estava dizendo a Monchi, diretor da Roma, que o acordo estava fechado, outro estava em Barcelona negociando com os catalães. Ele disse que chegou a acertar uma cláusula de rescisão de € 120 milhões e que clubes como Everton e Leicester, que foram especulados como destino do jogador, não chegaram a conversar seriamente com os empresários do brasileiro. A Roma pensa em levar o Bordeaux para a Justiça. 

“No caso do Barcelona, foi apenas, sabe, um padrão dos últimos anos de fazer coisas que simplesmente não deveriam ser feitas, em um clube com a reputação que eu suponho que o Barcelona pretende ter”, disse. “E sobre as ações do Bordeaux, já conversamos com o departamento legal e tenho uma boa certeza que eles vão ter que testemunhar e que haverá algum tipo de litígio”.