O capitão do Liverpool, Jordan Henderson, foi escolhido como o melhor jogador da temporada 2019/20 pela Associação dos Escritores de Futebol de Inglaterra (FWA, da sigla em inglês), que reúne jornalistas e correspondentes de jornais e agências de notícias. Ele venceu a concorrência com Kevin De Bruyne, do Manchester City, e Marcus Rashford, do Manchester United. O meio-campista ainda teve a concorrência de Virgil Van Dijk e Sadio Mané, seus companheiros de clube.

Outros jogadores do Liverpool também receberam votos: o goleiro brasileiro Alisson e o lateral direito Trent Alexander-Arnold. Contudo, Henderson foi quem dominou a votação, tal qual o seu time fez na Premier League, e recebeu um quarto dos votos. O jogador cresceu muito de rendimento nesta temporada, atuando um pouco diferente do que vinha fazendo antes. Com Fabinho ao seu lado, ele ganhou liberdade para trabalhar jogadas, além de ser um líder do time em campo.

A escolha não é nenhuma surpresa. Na confirmação do título, em 26 de junho, Bruno Bonsanti escreveu sobre Henderson ter provado ser um dos melhores jogadores do Liverpool, além de um natural capitão. Seu rendimento gerou muitos elogios, seja de torcedores, seja de comentaristas.

Aos 30 anos, atingiu uma maturidade no seu futebol, sendo um jogador versátil no meio-campo desde que surgiu no Sunderland, ainda vestindo a camisa 10 e atuando pelo lado do campo. De lá para cá, evoluiu para se tornar um jogador bastante completo no setor, seja para atuar mais defensivamente, seja para compor na chegada ao ataque também.

“Eu gostaria de dizer o quanto eu sou grato pelo apoio daqueles que votaram em mim na Associação dos Escritores de Futebol em geral. Basta olhar para os vencedores anteriores, alguns deles que eu tive a benção de poder jogar junto aqui no Liverpool, como Stevie [Gerrard], Luis [Suárez] e Mo [Salah], para saber o quanto o prêmio tem prestígio”, afirmou Henderson.

“Por mais grato que eu esteja, eu não sinto que eu posso aceitar isso sozinho. Eu sinto que não há nada que eu tenha conseguido nesta temporada ou, na verdade, em toda a minha carreira, que eu tenha feito sozinho”, analisou o capitão. “Eu devo demais para muitas pessoas diferentes, mas ninguém mais que meus atuais companheiros, que têm sido incríveis e merecem isto tanto quanto eu”.

“Nós só conquistamos o que conquistamos porque cada membro do nosso elenco foi brilhante. Não apenas nas partidas. Não apenas em produzir momentos que ganham manchetes e as páginas [dos jornais], mas todos os dias nos treinamentos”, disse o jogador.

“Os jogadores que começaram mais partidas para nós nesta temporada foram tão bem quanto foram por causa da nossa cultura e nosso ambiente em Melwood. Ninguém individualmente é responsável por isso, é um esforço coletivo e é com essa visão que eu aceito esta honra”, disse ainda Henderson.

“Eu aceito isso em nome de todo o elenco, porque sem eles eu não estou em posição de receber estra honra. Esses rapazes têm feito eu ser um jogador melhor, um líder melhor e uma pessoa melhor”, disse ainda o capitão. “Espero que aqueles que votaram em mim tenham reconhecido isso parcialmente também pela contribuição de toda a equipe”.

Henderson já tinha tido o privilégio de levantar a taça da Champions League, a primeira do clube desde 2005, quando Steven Gerrard foi o nome daquela final no Milagre de Istambul e o líder do time. Em janeiro deste ano, o jogador também foi eleito o jogador do ano da seleção inglesa.

No total, 10 jogadores foram votados pelos escritores de futebol da Inglaterra, como Raheem Sterling (Manchester City), Aaron Wan-Bissaka (Manchester United), Sergio Agüero (Manchester City), Adama Traoré (Wolverhampton), Danny Ings (Burnley), Jack Grealish (Aston Villa), James Maddison e Jonny Evans (ambos do Leicester).

O prêmio de jogador do ano da Associação de Escritores de Futebol existe desde 1948 e em 2018 passou a ter uma edição também para o futebol feminino. Na temporada 2017/18, a primeira com premiação para as mulheres, a vencedora foi Fran Kirby, do Chelsea. Em 2018/19, Nikita Parris foi a vencedora no Manchester City. Nesta temporada, a vencedora foi Vivianne Miedema, do Arsenal. Foi a primeira não inglesa a vencer.