Lucas Pratto cumpriu o seu objetivo. Chegou ao River Plate em janeiro, contratado por € 11,5 milhões junto ao São Paulo. Tinha passado por Universidad Católica, do Chile, Vélez, Atlético Mineiro e São Paulo, mas nunca conseguiu chegar perto de ganhar o título da Libertadores. Quando chegou ao River Plate, disse que tinha esse objetivo. Depois de boas atuações, conseguiu marcar gols nos dois jogos da final contra o Boca Juniors e sai com o título, o quarto do River na Libertadores.

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“Você agrada os torcedores do River jogando bem, fazendo gols e ganhando títulos. Me tocou muito ganhar algo importante [a Supercopa Argentina, contra o Boca] e esperamos que seja o mesmo com a Libertadores, porque se ganhamos essa Copa, ficamos para sempre na história do clube. É isso que eu busco”, disse Pratto em maio, quando tinha chegado há poucos meses no clube de Núñez.

Com a conquista do título da Libertadores, Pratto chega ao seu objetivo. “Estou muito feliz porque cumpri o objetivo mais importante da minha carreira até agora. Tanto persegui esta Copa até poder conquistar. Tenho a sensação de plenitude”, disse o atacante, ainda em Madri, antes do elenco Millonario embarcar para Abu Dabi. Pratto conquistou dois títulos pelo River. Os dois em finais contra o Boca Juniors, algo que certamente fica marcado na história.

No Brasil, Pratto falou sobre a vontade de estar perto da filha. Família é sempre um motivo forte. Além disso, porém, havia uma ambição esportiva. Um dos responsáveis por levar Pratto de volta à Argentina foi Marcelo Gallardo, técnico do River. “Sentia que a capacidade de Gallardo podia me dar chancer de ganhar esta Copa e não me equivoquei”, disse o atacante. Ele fez questão de elogiar ainda mais o treinador.

“Ele tem muita claridade em sua cabeça. Tanto ele quanto o resto da sua comissão técnica. Ele assiste os momentos chave antes e durante as partidas. Sabe quem tirar e quem colocar. E as abordagens táticas são muito boas. Pude vir com ele e, por sorte, ser campeão”, contou o atacante.

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“Temos uma grande equipe, um grande treinador, uma grande comissão técnica. Todas as pessoas que estão trabalhando conosco sabem bem o que fazem, todos fizemos sacrifícios e fizemos um grande semestre que eliminamos da Libertadores rivais clássicos [Racing, Independiente e Boca] e o que era o último campeão da América [Grêmio]. Fomos campeões justos. E, além disso, fomos capazes de vencer a final contra o rival de uma vida”, disse ainda o atacante. Pratto também falou sobre ter jogado a final no Santiago Bernabéu. “Todos queríamos jogar em casa como merecíamos, mas não foi possível, jogamos no Bernabéu e levamos isso da forma mais normal possível. Foi estranho, mas era o que tinha que ser feito”.

A contratação de Pratto gerou muitas conversas na Argentina pelo seu valor. Foi a contratação mais cara da história do River Plate e, no início, teve dificuldades em lidar com a etiqueta de preço que pesava sobre ele. Com os dois gols na final, o jogador devolveu a confiança que o River deu a ele. “Não me incomode que se fale [do preço], se querem seguir falando, que sigam. O tema é tema é manter-se externo a tudo isso e sempre trabalho para melhorar. Sei que tenho o respaldo da pessoa mais importante do clube, que é o presidente [Rodolfo D’Onofrio] e também da comissão técnica e dos jogadores”, disse.

Perguntado se a ficha do feito já caiu, ele falou sobre a questão histórica. “Pouco a pouco vai caindo. Mas acredito que nos daremos conta com o passar do tempo. E poderemos dizer que conseguimos a vitória mais importante na história do River. O que aconteceu é histórico. E só poderá ser igualado se acontecer outra Copa Libertadores entre River e Boca. Mas esta ainda será única porque se definiu no Bernabéu e não acredito que isso volte a acontecer de se decidir neste estádio”, afirmou. “E agora nos restam duas partidas para tentar ganhar o Mundial de Clubes. Nós vamos e poderemos relaxar no Natal. A história do River nos obriga a querer mais. Ganhei a Copa que sempre quis ganhar, mas agora quero mais e desejo ganhar o Mundial de Clubes”, afirmou Pratto.

O Mundial de Clubes começa nesta quarta-feira, 12, com o jogo entre o time da casa, Ain Ain, dos Emirados Árabes, contra o Team Wellington, da Nova Zelândia, campeão da Oceania. Depois, no sábado, o Espérance de Tunis, campeão africano, joga contra o vencedor do primeiro jogo. O vencedor deste confronto enfrentará o River Plate, no dia 18, próxima terça-feira.

No dia 15, sábado, Kashima Antlers, campeão asiático, enfrenta o Chivas, campeão da Concacaf. O vencedor enfrentará o Real Madrid na semifinal, que será no dia 19, quarta-feira. Os vencedores das semifinais se encontram no dia 22 de dezembro, sábado. Os perdedores fazem um jogo pelo terceiro lugar do torneio, no mesmo dia.

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