A agonizante busca pelo ouro olímpico perseguirá a seleção brasileira ao menos por mais quatro anos. A equipe de Mano Menezes teve fraca atuação na decisão dos Jogos Olímpicos de Londres e, pela terceira vez na história, precisou se contentar com a prata. Mais organizado na defesa e também mais competente no ataque, o México venceu a final por 2 a 1 e subiu ao topo do pódio em Wembley para receber o ouro.

Bastaram menos de 30 segundos para que os mexicanos saíssem em vantagem, com Oribe Peralta. Apertando a marcação, El Tri dificultava a saída de bola do Brasil, que mal conseguia trabalhar no campo de ataque. Percebendo a falta de efetividade do time, Mano Menezes trocou Alex Sandro por Hulk. Só a partir de então é que a seleção começou a criar oportunidades de gol.

No início do segundo tempo, o Brasil passou a sair ainda mais para o ataque. Até então apagado no jogo, Neymar começou a chamar a responsabilidade, assim como Oscar. Entretanto, as jogadas ficavam limitadas a iniciativas individuais, com pouca organização coletiva. Além disso, a pontaria dos brasileiros não era das melhores.

Compacto na defesa, o México passou a explorar os contra-ataques, encontrando o caminho para o ouro. Aos 20 minutos, Marco Fabián acertou o travessão e deu o primeiro aviso aos brasileiros, que seguiam muito expostos. Até que, após cobrança de falta, Oribe Peralta ampliou a diferença no placar.

O Brasil ainda conseguiu esquentar a partida aos 45, depois que Hulk fez o gol de honra. O tento deu novas esperanças à equipe, mas Oscar perdeu chance clara dentro da pequena área e os acréscimos não foram suficientes para o empate.

Destaque do jogo

Oribe Peralta. Um dos três jogadores acima da idade chamados pelo técnico Luis Fernando Tena, o atacante justificou a aposta. Apesar de não ter feito grandes aparições nos Jogos Olímpicos, o camisa 9 foi o nome da decisão. No primeiro gol, provou a qualidade na finalização. Já no segundo, o oportunismo e o senso de posicionamento foram fundamentais.

Momento-chave

A falha de Thiago Silva, aos 20 minutos do segundo tempo. Quando a seleção brasileira tentava reagir, uma bobeada do capitão quase permitiu que o México ampliasse, com Marco Fabián carimbando o travessão. Na sequência, a confiança da equipe desmoronou de vez e, após sucessão de erros, Peralta não perdoou.

Os gols

1’/1T – GOL DO MÉXICO! A seleção brasileira se complicou na saída de jogo e os mexicanos roubaram a bola de Sandro, após passe na fogueira de Rafael. Na entrada da área, Oribe Peralta recebeu e chutou rasteiro, vencendo Gabriel.

30’/2T – GOL DO MÉXICO! Cobrança de falta pelo lado esquerdo do ataque. Fabián cruzou na medida em direção à marca do pênalti e, livre de marcação, Oribe Peralta cabeceou para as redes.

45’/2T – GOL DO BRASIL! Leandro Damião ajeitou com o peito chutão vindo da defesa e deixou Hulk em boas condições. O atacante arrancou e chutou na saída de Corona.

Ficha técnica

Brasil 1×2 México

Local: estádio Wembley, em Londres (ING)
Data: 11/ago, sábado
Árbitro: Mark Clattenburg (ING)
Gols: Oribe Peralta, a 1’/1T e aos 30’/2T; Hulk, aos 45’/2T
Cartões amarelos: Marcelo e Leandro Damião (Brasil); Nestor Vidrio, Diego Reyes e Israel Jiménez (México)

Brasil
Gabriel, Rafael (Lucas, aos 39’/2T), Thiago Silva, Juan e Marcelo; Sandro (Alexandre Pato, aos 25’/2T) e Rômulo; Neymar, Oscar e Alex Sandro (Hulk, aos 31’/1T); Leandro Damião. Técnico: Mano Menezes.

México
Jesus Corona, Israel Jiménez (Nestor Vidrio, aos 36’/2T), Hiram Mier, Diego Reyes e Darvin Chávez ; Carlos Salcido e Jorge Enríquez; Javier Aquino (Miguel Ponce, aos 12’/2T), Marco Fabián e Héctor Herrera; Oribe Peralta (Raul Jimenez, aos 40’/2T). Técnico: Luis Fernando Tena