Grande parte da idolatria que a torcida palmeirense nutre por Fernando Prass saiu de defesas de pênaltis. Contra o Corinthians, contra o Fluminense, contra o Santos, contra o Júnior Barranquilla. E, agora, contra o Novorizontino. Em um momento crucial do jogo de ida das quartas de final do Campeonato Paulista, o veterano goleiro defendeu mais uma cobrança e se redimiu da falha no primeiro gol do empate por 1 a 1. 

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Com a ascensão à titularidade de Weverton, Prass perdeu mais espaço, o qual já compartilhava com Jaílson, mas ganhou uma chance com a convocação do campeão olímpico para a seleção brasileira. E não começou bem. Aos 43 minutos, Murilo Henrique soltou a perna de fora da área, Prass rebateu para o meio, e Cléo Silva abriu o placar para o time da casa.

Os palmeirenses reclamam de toque de mão de Murilo no começo da jogada – o que este ângulo divulgado pela Federação Paulista realmente coloca em dúvida – e ficaram ainda mais possessos quando o assistente de vídeo foi acionado para assinalar pênalti em toque de mão de Antonio Carlos. Murilo Henrique buscou o canto de Prass, que voou para espalmar e impedir que o Palmeiras ficasse dois gols atrás no placar.

 

Não seria uma desvantagem irreversível, mas, pelo que o Palmeiras jogava até ali – absolutamente nada -, colocaria em risco a passagem às semifinais. O lance parece ter energizado os visitantes, que começaram a pressionar e criar volume de jogo, até Arthur Cabral, fazendo a sua estreia, 21 minutos depois de entrar no lugar de Borja, dominar e mandar às redes para empatar. 

Houve chances para o Palmeiras vencer, apesar de mais um jogo fraco, mas em termos de resultado o empate já é bom o bastante para levar a São Paulo, ainda mais diante da perspectiva de sair perdendo por 2 a 0, o que não se concretizou apenas porque no gol estava Fernando Prass. 

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