Portugal

Presidentes de Sporting e Arouca brigam feio e se acusam de agressão depois de jogo

O emocionante empate entre Porto e Benfica, com gol dos encarnados nos acréscimos em pleno estádio do Dragão, deveria ter sido o grande assunto do futebol português nos últimos dias. Os acontecimentos no Porto tiveram, sim, bastante destaque tanto na mídia quanto nas conversas de torcedores, mas acabaram dividindo as atenções com outro fato – este, nada agradável: a briga que, ao que tudo indica, quase chegou às vias de fato entre os presidentes de Sporting e Arouca.

O episódio aconteceu nos bastidores do estádio Alvalade, onde os leões ganharam do time visitante por 3 a 0. Depois do jogo, no corredor que dá acesso aos vestiários, Bruno de Carvalho, presidente do Sporting, e Carlos Pinho, que ocupa o mesmo cargo no Arouca, teriam trocado ofensas e ameaças. A confusão foi grande e precisou ser contida por policiais, que foram chamados ao local.

A briga já ganhou diversas versões, sempre com o autor de cada uma delas defendendo seu lado na história. As câmeras de segurança do estádio filmaram o ocorrido, mas a polícia ainda não revelou as imagens – e nem mesmo esclareceu o conteúdo delas.

A primeira versão apresentada, ainda no calor dos acontecimentos, foi a do Arouca. O diretor desportivo do clube, Joel Pinho, foi à sala de imprensa do para contar que seu pai, o presidente Carlos, havia sofrido uma tentativa de agressão. “Bruno de Carvalho, foi com ele que tudo começou. Provocou, tentou agredir, insultou, disse coisas que não vou dizer aqui, porque vocês merecem mais respeito”, disse, acusando o presidente rival e negando-se a responder perguntas.

Logo depois, na mesma sala, foi a vez do diretor de comunicação do Sporting, Nuno Saraiva, dar uma versão completamente diferente dos fatos. Na história narrada por ele, Bruno de Carvalho é quem foi vítima. “O presidente do Sporting foi ao vestiário e quando saiu foi insultado e alvo de uma tentativa de agressão por parte do presidente do Arouca. O que o presidente do Sporting fez foi limitar-se a perguntar o motivo dos insultos e da tentativa de agressão. A partir daí gerou-se uma grande confusão. O diretor desportivo do Arouca, bem como outros elementos da equipe, tentaram furar o cordão policial e tentaram agredir as pessoas do Sporting que estavam ali dentro do vestiário”, contou.

O que nenhuma das versões oficiais contou é que esta pareceu ser uma confusão engarrafada. Em novembro do ano passado, o jogo entre os dois times também terminou em polêmica, com empurra-empurra no campo e declarações pesadas nos bastidores. Na época, o presidente arouquense chegou a chamar Bruno de Carvalho de “pessoa sem palavra”, por supostamente ter recuado no empréstimo de um jogador.

No caso de agora, fica claro que ao menos um dos lados não está falando exatamente a verdade. Algo que só a polícia e a Liga Portuguesa de Futebol Profissional (que teve acesso tanto às imagens quanto ao relatório dos delegados do jogo, que viram o ocorrido) poderão esclarecer.

Mas, independentemente de quem tenha ou não razão, é certo que o grande derrotado é novamente o futebol português, que parece não se conseguir se desvencilhar das amarras que o prendem a picuinhas, a coisas menores, ao atraso.

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