Portugal

Porto sofre com ‘maldição’ da Ilha da Madeira

Para o Porto, enfrentar o Benfica na Luz ou o Sporting em Alvalade nunca é fácil. Afinal, são grandes clássicos, muitas vezes capazes de definir o campeonato. São jogos tensos, recheados de adrenalina e uma carga emocional condizente com o tamanho dos clubes e o que uma vitória ou uma derrota podem representar.

Mas, mais do que encarar os grandes rivais – em partidas que costumam ser de igual para igual –, nos últimos tempos o torcedor do Porto fica realmente temeroso quando seu time viaja até a Ilha da Madeira. Seja contra o Nacional ou o Marítimo, a equipe vem colecionando resultados negativos toda vez que visita o arquipélago.

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O último revés aconteceu nesta semana, quando os dragões foram eliminados da Taça da Liga pelo Marítimo. A derrota por 2 a 1, de virada, em jogo válido pela fase semifinal, tirou da equipe a chance de fazer um grande clássico contra o Benfica na decisão do campeonato.

Mais do que isso: fora das duas competições nacionais eliminatórias (já havia caído da Taça de Portugal, em derrota para o Sporting), o Porto corre o risco de terminar a temporada sem título algum. A equipe está em segundo lugar no Campeonato Português. E na Liga dos Campeões, apesar de fazer uma campanha bastante louvável, é bem improvável que supere o Bayern Munique nas quartas de final.

Não à toa, a imprensa esportiva portuguesa tratou o assunto, nos últimos dias, como a “maldição do Porto na Madeira”. Afinal, o time não ganhou nenhuma das últimas cinco partidas que disputou na ilha – são quatro derrotas e um empate.

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Especificamente contra o Marítimo, nos últimos 25 anos, são 12 vitórias portistas e 11 triunfos do time da casa. Um retrospecto que, embora seja positivo, é surpreendente por se tratar de um gigante contra um pequeno.

Ainda é cedo para classificar a temporada como um fracasso e contestar o trabalho do técnico Julen Lopetegui. Afinal de contas, o time ainda pode ultrapassar o Benfica e ser campeão nacional, o que apagaria todos os problemas. E, em campeonatos eliminatórios de jogo único, uma má jornada pode decretar a derrota, mesmo diante de um adversário inferior. Mas pelo tamanho do Porto e pelos altos investimentos que o clube faz, terminar a temporada sem troféu algum sempre é sinônimo de crise.

Por outro lado, se os portistas lamentam a queda perante um pequeno, a festa feita pelo Marítimo é digna de comoção. Eliminar o gigante foi um momento histórico da equipe, que raramente tem chances de chegar tão longe nos principais campeonatos do país. Na liga nacional, por exemplo, é o 11º colocado. “Os jogadores estavam motivados porque tinham uma oportunidade única de fazer história no clube”, revelou o técnico Ivo Vieira, sabedor do tamanho do feito.

O desafio do Marítimo, agora, será o Benfica, na final, dia 28 de maio, em Coimba. Mais uma vez, o time entra como franco atirador. E, mesmo longe da Madeira, tentará estender a “maldição da ilha” para outro gigante português.

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