Portugal

Cantona escolheu Lisboa para viver, e nela, um time para torcer: o Sporting

Já faz alguns meses que Lisboa tem um novo cidadão: Eric Cantona. O francês de 50 anos decidiu mudar-se com sua família para a capital portuguesa e, apaixonado por futebol, foi em busca de um time para torcer. O senso comum faria com que escolhesse o Benfica, atual tricampeão nacional, com boas campanhas recentes em competições europeias. Mas desde quando o senso comum significa alguma coisa para Cantona? Preferiu o Sporting.

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Cantona sempre seguiu sua própria lógica. Ficou fascinado pela maneira como o Sporting forma os seus jogadores. “Quando viemos para cá, levei meu filho, que tem seis anos, para ver o Sporting e o Benfica. Vimos jogos dos dois clubes. E ele virou torcedor do Sporting, como eu”, disse à revista Time Out. “Mergulhei na história do clube e acho que ele tem uma formação extraordinária, um sistema de desenvolvimento de personalidade e do potencial dos jogadores excepcional. Para mim, a verdadeira riqueza de um clube de futebol está na formação”.

Em setembro, Cantona visitou as instalações do Sporting, inclusive a academia de formação de jogadores, e desenvolveu um pouco mais a sua visão sobre o assunto. “Sou um pouco como o Sporting: quero que os meus filhos tenham uma personalidade forte. Deixo-os desenvolver sua própria personalidade e, se quiserem jogar futebol e se divertirem, eu os deixo. Gosto muito quando grandes clubes preocupam-se com a formação de jovens jogadores. É onde tudo começa e têm também uma identidade muito forte no jogo, como o Barcelona, Manchester United ou Sporting. Agora, percebo melhor quando vejo Cristiano Ronaldo jogar. Ou Figo, Futre ou até Nani. São todos o mesmo gênero de jogador. Nota-se que jogam desde muito novos e desenvolvem a sua própria personalidade, a liberdade e o prazer de jogar futebol”, disse.

Outra pergunta que Cantona teve que responder foi: podendo escolher qualquer lugar do mundo para morar, por que Lisboa? “Tenho a impressão que tudo aquilo de que gosto está reunido aqui”, explicou. “Gosto muito do Brasil, em especial do Rio de Janeiro, e para mim Lisboa é o Rio de Janeiro da Europa. Como de tudo aqui. O vinho aqui em Portugal é muito, muito bom. O Barca Velha, por exemplo. Fica no barril durante oito ou nove anos, e depois o provam. Se não é bom, não o engarrafam. Se é bom, engarrafam-no. O Barca Velha 2004 é ótimo”.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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