Portugal

Balanço do Campeonato Português – 2ª parte

Nesta segunda parte do balanço do Campeonato Português, você confere como foi o desempenho de times importantes, como o campeão Porto e o Paços de Ferreira, uma das sensações da competição. Também é abordado o Sporting, que passou por um dos momentos mais graves de sua história e agora trabalha para se reerguer. Como curiosidade, vale lembrar que o campeonato teve 667 gols marcados em 240 jogos, média de 2,78 por partida.

Nacional

Colocação: 8º com 40 pontos Técnico: Manuel Machado (antes, Pedro Caixinha) Maior vitória: 3 x 1 Vitória de Guimarães (fora), 10/11/2012; 3 x 1 Olhanense (em casa), 24/02/2013; 3 x 1 Braga (fora), 11/05/2013 Maior derrota: 0 x 4 Estoril (fora), 07/04/2013 Competição continental: não disputou Artilheiro: Mateus (8 gols) Nota da temporada: 5 O Nacional liderou uma curiosa estatística no Campeonato Português: foi o time que mais marcou gols contra (três, no total). Claro que isso não representa grande coisa na campanha como um todo, mas é a mostra de que o sistema defensivo foi o grande problema da equipe. Basta ver que a defesa foi vazada 51 vezes, número semelhante ao do rebaixado Moreirense. Aí, pouco adiantou o produtivo ataque, que marcou 45 gols, três a mais que o Paços de Ferreira, terceiro colocado. De qualquer maneira, fazer uma campanha sem sustos e ficar no meio da tabela era a projeção dos alvinegros desde o início da temporada.

Olhanense

Colocação: 25º com 25 pontos Técnico: Bruno Saraiva (antes, Sérgio Conceição e Manuel Cajuda) Maior vitória: 2 x 1 Estoril (em casa), 17/08/2012 Maior derrota: 1 x 3 Olhanense (em casa), 24/02/2013 Competição continental: não disputou Artilheiro: Tiago Targino e Abdi (4 gols) Nota da temporada: 2 O que esperar de um time cuja vitória mais “elástica” foi um 2 a 1, logo na estreia? Que teve o pior ataque do campeonato, sendo o único com média abaixo de um gol por partida? Que teve uma sequência de sete e outra de dez jogos consecutivos sem nenhuma vitória? Pois bem. O fato de o Olhanense não ter sido rebaixado mostra o disparate técnico entre os times da parte de cima e os da parte de baixo da tabela de classificação do Campeonato Português. Mesmo fazendo um grande esforço para cair, o rubro-negro de Olhão conseguiu terminar a competição um ponto acima da zona de rebaixamento.

Paços de Ferreira

Colocação: 3º com 54 pontos Técnico: Paulo Fonseca Maior vitória: 5 x 0 Moreirense (fora), 27/01/2013 Maior derrota: 0 x 3 Benfica (fora), 24/02/2013 Competição continental: não disputou Artilheiro: Cícero (9 gols) Nota da temporada: 8 O Paços de Ferreira foi brilhante no Campeonato Português. Vindo de uma campanha apenas mediana na temporada passada e sem grandes estrelas, o time foi o “campeão” da competição travada à parte entre 14 equipes, sem Porto e Benfica. Não à toa, as únicas quatro derrotas dos castores ocorreram justamente para os dois grandes. O prêmio pelo bom trabalho desenvolvido é a presença nos playoffs da Liga dos Campeões da próxima temporada. O estádio da Mata Real já está até passando por reformas. E o técnico Paulo Fonseca, responsável pela façanha, foi contratado pelo Porto.

Porto

Colocação: Campeão com 78 pontos Técnico: Vítor Pereira Maior vitória: 5 x 0 Marítimo (em casa), 02/11/2012; 5 x 0 Gil Vicente (em casa), 28/01/2013 Maior derrota: não teve Competição continental: Liga dos Campeões (eliminado nas oitavas de final) Artilheiro: Jackson Martínez (26 gols) Nota da temporada: 9 A temporada 2012/13 não entrou para a galeria das melhores épocas do Porto. Mas, com certeza, os torcedores não vão esquecer tão cedo este campeonato, tamanha foi a emoção e a dificuldade em conquistá-lo. O jogo contra o Benfica, na penúltima rodada, teve status de final – como se a competição fosse disputada no mata-mata e não nos pontos corridos. E foi o gol de Kelvin, nos acréscimos, que deu o tricampeonato aos dragões. Título justo, para quem terminou a competição invicto e teve uma defesa exemplar, que sofreu apenas 14 gols em 30 jogos. Na frente, destaque para a dupla colombiana Jackson Martínez e James Rodríguez, que fizeram os portistas se esquecerem rapidamente de Hulk.

Rio Ave

Colocação: 6º com 42 pontos Técnico: Nuno Espírito Santo Maior vitória: 5 x 3 Vitória de Setúbal (fora), 25/11/2012 Maior derrota: 1 x 6 Benfica (fora), 30/03/2013 Competição continental: não disputou Artilheiro: João Tomás, Ahmed Hassan e Tarantini (7 gols) Nota da temporada: 6 As sete vitórias obtidas fora de casa impulsionaram o Rio Ave para uma boa campanha. O desempenho só não foi melhor porque o time perdeu demais (foram 12 derrotas ao todo) e acabou ficando três pontos abaixo do Estoril, o último entre os classificados para a Liga Europa. Mas os rioavistas têm motivos de sobra para comemorar, afinal o time foi sólido ao longo do campeonato, manteve-se quase sempre na parte de cima da tabela e ainda revelou um novo técnico: Nuno Espírito Santo, que fez sua estreia dirigindo uma equipe profissional.

Sporting

Colocação: 7º com 42 pontos Técnico: Jesualdo Ferreira (antes, Sá Pinto, Oceano Cruz e Franky Vercauteren) Maior vitória: 4 x 1 Beira-Mar (fora), 19/05/2013 Maior derrota: 1 x 3 Benfica (em casa), 10/12/2012; 1 x 3 Estoril (fora), 22/02/2013 Competição continental: Liga Europa (eliminado na fase de grupos) Artilheiro: Ricky van Wolfswinkel (14 gols) Nota da temporada: 3 Definitivamente, a temporada 2012/13 é para o torcedor do Sporting esquecer. O time perdeu exatamente um terço (dez) das partidas que disputou no Campeonato Português e empatou outras nove. Campanha pífia, que deixou os leões somente na sétima colocação, algo que pode ser taxado de vergonhoso para quem tem tanta história e grandeza. Envolto em dívidas, com uma diretoria contestada e trocando de treinador a todo o momento, o Sporting chegou até a ser ameaçado pelo rebaixamento. A melhor posição que obteve ao longo da competição foi o quinto lugar ao final da quinta rodada. Um pequeno alento veio nas rodadas finais, com seis vitórias em oito jogos. E também com a eleição do novo presidente, Bruno Carvalho, em substituição a Godinho Lopes, que abandonou o barco antes do final do mandato.

Vitória de Guimarães

Colocação: 9º com 40 pontos Técnico: Rui Vitória Maior vitória: 3 x 1 Rio Ave (fora), 20/01/2013; 3 x 1 Gil Vicente (em casa), 05/05/2013 Maior derrota: 0 x 4 Porto (fora), 25/08/2012; 0 x 4 Porto (em casa), 02/02/2013; 0 x 4 Benfica (em casa), 17/032013 Competição continental: não disputou Artilheiro: Soudani e Amidó Baldé (9 gols) Nota da temporada: 6 A temporada valeu mesmo ao Vitória de Guimarães pela conquista da Taça de Portugal, vencendo a final sobre o Benfica. Título que deu ao clube uma vaga na Liga Europa de 2013/14, o que certamente renderá mais alguns preciosos euros aos cofres vimarenses. No Campeonato Português, a campanha foi apenas regular, o suficiente para se manter longe da zona de rebaixamento. Mas ficou a sensação de que poderia ser um pouco melhor, já que o time, que terminou na nona colocação, chegou a estar em quinto a duas rodadas do fim.

Vitória de Setúbal

Colocação: 12º com 26 pontos Técnico: José Mota Maior vitória: 5 x 0 Moreirense (em casa), 13/01/2013 Maior derrota: 0 x 5 Benfica (em casa), 19/08/2012 Competição continental: não disputou Artilheiro: Meyong (13 gols) Nota da temporada: 4 O Vitória de Setúbal flertou com a segunda divisão durante todo o campeonato e só não caiu porque é mais um da lista dos que foram beneficiados pelo fato de haver times ainda piores. Pior defesa (junto com o lanterna Beira-Mar), com 55 gols sofridos e equipe que mais perdeu ao longo da competição (18 vezes), os sadinos dependeram demais do atacante camaronês Meyong. Tanto que, mesmo jogando somente o primeiro turno, ele foi o artilheiro da agremiação, com quase metade dos gols anotados pela equipe.

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